- Em fevereiro de 2020, a Pontifícia Academia para a Vida publicou o Apelo de Roma pela Ética na IA, defendendo transparência, inclusão, responsabilidade, imparcialidade, confiabilidade, segurança e privacidade no uso da IA.
- Em janeiro de 2025, o Vaticano divulgou Antiqua et Nova, documento que destaca a importância da dignidade humana frente aos sistemas de IA, chamando para ética forte e para valorizar a dimensão criativa, espiritual e moral humana.
- Entre maio e novembro de 2025, o papa Leão XIV fez várias referências públicas à IA em discursos e mensagens, enfatizando o bem comum, a dignidade humana, o papel das crianças e a necessidade de não substituir o discernimento humano.
- Em janeiro de 2026, na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, o papa alertou que IA e tecnologias digitais podem prejudicar relações humanas se não forem guiadas pela responsabilidade e pela educação, destacando o valor do rosto e da voz humanos.
- Em março de 2026, a Comissão Teológica Internacional aprovou Quo Vadis, Humanitas?, avisando que saberes desvinculados da inteligência humana e da educação podem representar risco ao bem da humanidade.
O Vaticano tem feito assessoria contínua sobre a inteligência artificial (IA), reunindo princípios éticos e orientações para uso responsável. A partir de 2020, a Igreja passou a tratar IA como tema de ética pública e dignidade humana, buscando orientar governos, empresas e sociedade.
Em fevereiro de 2020, a Pontifícia Academia para a Vida lançou o Apelo de Roma pela Ética na IA. O documento pede transparência, inclusão, responsabilidade, imparcialidade, confiabilidade, segurança e privacidade. A IA deve servir a todas as pessoas, sem discriminação, e evitar exploração.
A conversa ganhou aprofundamento em janeiro de 2025, com a publicação de Antiqua et Nova. O texto, de cerca de 30 páginas, contrasta a natureza relacional e moral humana com o funcionamento dos sistemas de IA, que operam por reconhecimento de padrões. Defende uma ética forte que preserve a dignidade humana e promova o bem comum.
No mesmo ano, o papa Francisco já havia se manifestado publicamente sobre IA. Em maio, em discurso ao Colégio Cardinalício, ele afirmou que a Igreja oferece sua doutrina social para responder à nova revolução industrial e aos desafios da IA.
Em junho de 2025, o líder papal destacou a importância de valorizar o bem-estar da pessoa humana, incluindo o cuidado com crianças, ao discutir estruturas éticas para governança da IA. O objetivo é equilibrar benefícios e riscos com base no bem da dignidade humana.
Ainda em junho, o pontífice reforçou que a vida humana supera algoritmos, e que relações sociais exigem espaços humanos superiores aos de máquinas sem alma. A memória humana foi citada como capaz de conectar passado, presente e futuro de forma criativa.
Em julho de 2025, o Vaticano enviou saudações aos participantes da Cúpula AI for Good. A mensagem reiterou que a IA deve servir ao bem comum, sem substituir o discernimento moral ou as relações humanas. O desenvolvimento tecnológico deve caminhar junto com valores humanos.
Novembro de 2025 trouxe novas mensagens, incluindo a participação em conferências sobre IA, medicina e juventude. O papa destacou que a IA pode ampliar a dignidade humana e melhorar cuidados de saúde, desde que mantenha foco no indivíduo e na responsabilidade social.
Também em novembro, ele dirigiu-se a uma conferência sobre a dignidade de crianças e adolescentes diante da IA, alertando para riscos de manipulação algorítmica. Enfatizou a necessidade de educação contínua e de políticas públicas que protejam menores.
Ainda em novembro, houve um diálogo com jovens na Conferência Nacional da Juventude, em Indiana. O papa ressaltou que a IA deve apoiar o crescimento humano e não distrair da santidade ou da autonomia de pensamento. A mensagem destacou prudência e sabedoria no uso da tecnologia.
Em dezembro de 2025, o Papa voltou a tratar da IA em uma conferência sobre o cuidado com a Casa Comum. Ele afirmou ser essencial preservar a liberdade de pensamento dos jovens e evitar que algoritmos moldem a visão de mundo, enfatizando que rosto e voz humanos são únicos.
Em janeiro de 2026, o Pontífice lançou a mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais. A IA e as tecnologias digitais podem prejudicar relações e percepção da realidade caso não sejam orientadas pela educação e responsabilidade. O apelo é para não transferir julgamentos humanos a sistemas automatizados.
Em março de 2026, a Comissão Teológica Internacional aprovou Quo Vadis, Humanitas? O documento alerta que conhecimento descolado da inteligência humana, educação e relação social pode ameaçar o bem da humanidade. O Papa Leão XIV sancionou a publicação, mantendo o foco na dignidade humana como fundamento.
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