- Padre mexicano Sergio Gutiérrez Benítez, conhecido como Frei Tormenta, unia missa e lutas mascaradas para financiar um lar de crianças.
- Criou o Lar Hogar de los Cachorros e começou o projeto em torn o de 1976, recebendo cerca de 15 jovens; chegou a abrigar até 350 meninos.
- A inspiração veio do filme El Señor Tormenta; adotou o nome Frei Tormenta e desenhou uma máscara com significado de velocidade, coragem e fé.
- A carreira ganhou impulso em 1983, quando o lutador Hurricane Ramírez revelou sua identidade; ele passou a batizar e ouvir confissões de lutadores, fortalecendo seu apostolado.
- Aos oitenta anos, enfrenta sinais da idade e vende produtos temáticos; seu legado inclui jovens formados em diversas profissões e outros padres que combinam fé e luta livre.
Às 80 anos, o padre mexicano Sergio Gutiérrez Benítez, conhecido como Frei Tormenta, uniu missas e lutas de máscara para sustentar um orfanato. A história ganhou alcance mundial após inspirar o filme Nacho Libre, de 2006.
Nascido em 1945, no Hidalgo, Gutiérrez cresceu na Cidade do México, perto da Basílica de Guadalupe. Envolveu-se em um ambiente violento, chegou a enfrentar a prisão por homicídio, mas provou sua inocência.
Ao buscar mudança, encontrou apoio de religiosos e ingressou na ordem escolápio. Ordenado em 1973, passou a acompanhar jovens admiradores, abrindo casas temporárias para eles e buscando um lar de longo prazo.
Ao se tornar sacerdote, ele participou de ações com os jovens que o acompanhavam, consolidando um vínculo único. Em 1976 deixou a ordem para ingressar na Diocese de Texcoco, com apoio do bispo local.
A ideia de transformar fãs em população acolhida levou à criação da Casa Hogar de los Cachorros, que começou com 15 crianças e chegou a abrigar centenas. Frei Tormenta fundou o projeto com recursos limitados.
Em 1977 iniciou a carreira de luta livre, adotando o nome que o inspirou. A máscara tinha cores simbólicas: amarelo para velocidade, vermelho para sangue, centro com diamante pela vida eterna. O primeiro título veio alguns anos depois.
O auge da fama veio em 1983, quando outro lutador revelou sua identidade. Mesmo com a exposição, Frei Tormenta manteve o papel pastoral, batizando filhos de colegas e ouvindo confissões no backstage.
Além do ringue, ele manteve a obra social. Em dado momento, chegou a abrigar até 350 jovens e a financiar estudos com os recursos arrecadados com a luta. Crianças viraram profissionais de diversas áreas.
Hoje, Frei Tormenta encara a velhice com saúde debilitada e visão em baixa. Mesmo assim, continua celebrando missas quando pode e vende itens oficiais ligados à luta para manter o lar.
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