- Aproximadamente 1,5 milhão de fiéis iniciaram o hajj em Meca, sob temperaturas que chegaram a 45 °C.
- O início ocorre em meio a negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o fim do conflito regional.
- Mais de vinte e seis mil peregrinos são do Irã.
- Palestinos de Gaza seguem impedidos de participar; mais de dois mil inscritos aguardam retuo devido ao bloqueio e ao fechamento de fronteiras.
- O governo saudita investiu acima de € 1 bilhão em segurança, saúde, transporte e conforto dos peregrinos, apesar dos temores logísticos caso o conflito se intensifique.
Ao menos 1,5 milhão de fiéis muçulmanos iniciaram nesta segunda-feira o hajj, peregrinação anual a Meca, na Arábia Saudita. Sob temperaturas que chegaram a 45 °C, os sir, o ritual ocorre na Grande Mesquita, envolvendo a circunvolução da Caaba. O contexto é marcado por tensões regionais e negociações diplomáticas.
O início do hajj acontece em meio a negociações entre EUA e Irã para encerrar o conflito na região. Países do Golfo foram impactados por ataques com drones e mísseis atribuídos ao Irã, em retaliação ao ataque de 28 de fevereiro contra Teerã. Mesmo assim, a peregrinação segue com apoio das autoridades sauditas.
As autoridades sauditas informou que o evento atrai visitantes de várias partes do mundo, incluindo mais de 26 mil peregrinos do Irã. O reino reforçou medidas de segurança e logística para manter a peregrinação organizada, mesmo diante do cenário de gelo político regional.
A defesa aérea saudita divulgou imagens das ações de proteção no entorno de Meca, destacando o objetivo de resguardar o céu e os locais sagrados durante o hajj. Entre os temas, a segurança é apresentada como prioridade para evitar interrupções no rito.
Paralelamente, não há acesso à peregrinação para palestinos de Gaza, que seguem sob bloqueio e conflitos com Israel. Cerca de 2 mil peregrinos inscritos permanecem impedidos de viajar, mantendo-se no enclave e aguardando condições para participar no futuro.
O reino busca firmar-se como guardião dos locais sagrados do Islã, apontando para investimentos acima de € 1 bilhão em segurança, saúde, transporte e conforto dos fiéis, em meio ao calor extremo. Em 2024, mais de 1.300 pessoas morreram por as altas temperaturas.
Apesar da organização elogiada por fiéis, o cenário de risco persiste. Alguns peregrinos relatam boa estrutura de hotéis e alimentação, mas o transporte pode enfrentar dificuldades se houver novo confronto entre EUA e Irã, o que levou algumas nações a recomendar evitar viagens à Arábia Saudita.
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