- O texto propõe a teologia natural tomista ao unir a primeira via e a terceira via de Santo Tomás, apresentando a relação entre ato e potência.
- Usa o exemplo do caderno para discutir mudança e a necessidade de uma causa que transmita o ato de ser, destacando que o ser não surge de si mesmo.
- Afirma que apenas Deus possui o estatuto ontológico adequado para iniciar o ato puro, tornando-se o ser subsistente.
- Apresenta duas hipóteses sobre a origem do ser; a primeira é considerada absurda, e a segunda leva à conclusão de que sempre houve o ser.
- Conclui que todas as perfeições derivam desse ser primeiro; o texto é assinado por Willian Kalinowski, professor e pesquisador.
O texto apresenta uma leitura sobre a teologia natural tomista, associando a primeira via à terceira via de Santo Tomás de Aquino. O foco é demonstrar como a existência de Deus pode ser indicada pela filosofia, bem além da fé. A argumentação parte da mudança no mundo sensível e busca a causa primeira e necessária do ser.
Aauthor analisa o estatuto ontológico das coisas, mostrando que mudanças exigem uma fonte externa de ser. Em seguida, discute que somente um ser ato puro pode transmitir esse ser às coisas em potência, justificando a necessidade de um princípio divino. O artigo vincula esse raciocínio à defesa de Deus como fundamento de todas as perfeições.
O que se lê é uma apresentação de duas vias da filosofia de Aquino: a primeira via, da causalidade, e a terceira via, da contingência e da contingência do ser. O autor sustenta que tudo que existe em ato ou potência depende de um ser último que não admite potência. Assim, o ser subsistente seria a explicação última do ser e da mudança.
Para o autor, as perguntas centrais não são sobre eternidade ou movimento em si, mas sobre a origem do ser. A conclusão defendida é que não há espaço para o nada como causa do ser; logo, sempre houve ser. Esse ser, a partir da tradição tomista, é identificado como Deus, o único ser que possui ato puro.
Willian Kalinowski.º graduado, mestre e doutorando em Filosofia, atua como professor e pesquisador da filosofia medieval. Integra a Sociedade Brasileira para o Estudo da Filosofia Medieval e o Conselho Científico do Instituto De anima. É autor do livro O intelectual e as virtudes intelectuais em Santo Tomás de Aquino.
Resumo dos argumentos
- O texto articula a ideia de que a mudança exige uma causa externa de ser.
- Define o ser em ato puro como fundamento último de tudo que existe.
- Apresenta a relação entre primeira e terceira vias para justificar a existência de Deus.
- Propõe que o ser subsistente é o responsável por comunicar o ser às coisas em potência.
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