- Este ano marca o jubileu franciscano de 800 anos desde a morte de São Francisco de Assis, com celebração de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027, incentivando peregrinações a locais ligados ao santo.
- Na Basílica de São Francisco em Assis, peregrinos podem ver os restos esqueléticos do santo em fevereiro e março, com estima de 400 mil visitantes durante o jubileu.
- A vida de Francisco é retratada em afrescos de Giotto na basílica superior, incluindo a renúncia aos bens, o encontro com o Papa Inocêncio III e a criação do presépio.
- O padre John Puodziunas, OFM, destaca a experiência do peregrino como transformação, com foco em Assis, na Porciúncula e em outros locais franciscanos ao redor do mundo; peregrinações já atraem grupos para a Itália e a Terra Santa.
- Durante o ano jubilar, peregrinos podem obter indulgências plenárias ao visitar igrejas franciscanas ou locais dedicados a São Francisco, cumprir a missão de oração e confissão dentro de prazos estabelecidos.
Neste ano, a Igreja celebra 800 anos desde a morte de São Francisco de Assis, aos 44 anos, no que os franciscanos chamam de Transitus. O Papa Leão XIV declarou um Ano Jubilar Franciscano, de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027, para incentivar visitas a igrejas e locais ligados à espiritualidade do santo.
A visitação incluiu a Basílica de São Francisco em Assis, na Úmbria, onde peregrinos podem tocar o túmulo do santo na cripta. Em fevereiro e março, os restos esqueléticos foram apresentados pela primeira vez em celebração ao jubileu. A previsão de fluxo é ampla: cerca de 400 mil fiéis devem venerar as relíquias.
O comissário franciscano da Terra Santa dos EUA, baseado em Washington, destacou o objetivo de transformar a experiência do peregrino, que deve retornar com uma visão renovada de si, do mundo e de Deus. O evento atrai grupos de diversas nações rumo à Itália e às redes franciscanas no mundo.
A Basílica Superior exibe o ciclo de Giotto, que retrata episódios da vida de Francisco, incluindo a renúncia aos bens, o encontro com o Papa Inocêncio III, a criação do primeiro presépio em Greccio e os estigmas. Essas imagens acompanham a cripta, em meio a mensagens de devoção.
O guia veterano, também padre, liderou peregrinações à Terra Santa e participou de celebrações na Porciúncula, capela onde Francisco atendeu ao chamado de Cristo. O local, hoje na Porciúncula integrada à Basílica Papal de Santa Maria dos Anjos, permanece centro de peregrinação nos arredores de Assis.
Na Porciúncula, uma estátua de Francisco no jardim de rosas simboliza as conversas com rolinhas e a devoção que cercou sua vida. O jardim também lembra o episódio em que Francisco, em penitência, se feriu entre espinhos, que teriam se transformado em rosas caninas. A rosa híbrida permanece em flor.
Peregrinos ressaltaram que a experiência envolve o espaço sagrado, desde capelas até jardins, criando um diálogo com a espiritualidade de Francisco. Assis é visto como cenário para reencontro pessoal com Deus, segundo as fontes religiosas.
A origem da ordem franciscana é explicada para visitantes, incluindo o eremitério de Carceri, onde Francisco dormia em nichos de pedra. Nos relatos, a prática de humildade e simplicidade se mantém como guia para peregrinos que desejam aprofundar a fé e o serviço aos menos favorecidos.
Entre relatos de participantes, uma peregrina morando na Flórida descreveu a prática de levar a comunhão a pacientes acamados como extensão de sua fé. A viagem de peregrinos terminou em Roma, com uma audiência papal na Praça de São Pedro, onde o Papa Leão XIV reforçou o espírito da Igreja.
Durante o ano jubilar, os fiéis podem receber indulgências plenárias ao visitar igrejas franciscanas ou locais dedicados a São Francisco, desde que cumpram os rituais exigidos, como receber a comunhão, recitar orações e confessar dentro de oito dias.
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