- Fiéis participam da Marcha para Jesus em São Paulo, com caminhada de mais de três quilômetros da Estação da Luz até o Campo de Marte.
- A tradição pede imprimir uma palmilha: na esquerda, os agradecimentos a Deus; na direita, as súplicas.
- A presbítera Edenik Anacleto, de sessenta e sete anos, é sobrevivente de Brumadinho e demonstra gratidão pela vida e pela família.
- Entre os participantes, o técnico de enfermagem Fábio Martins, de quarenta e seis anos, pediu saúde; a esposa, Jucilene Messias Martins, de quarenta e seis, usa cadeira de rodas após acidente.
- Renan Pereira e Kayk dos Santos, ambos com vinte anos, levaram súplicas sobre trabalho e vida familiar; a bispa Sonia Hernandes também fez pedidos pela igreja e pelo país.
Na Marcha para Jesus realizada nesta quinta-feira, Corpus Christi, em São Paulo, fiéis testemunham pedidos de saúde, família e prosperidade. A atividade, organizada pelo apóstolo Estevam Hernandes e pela bispa Sonia Hernandes, envolve milhares de participantes que marcham do Largo da Luz, passam pela Alameda von Neumann e chegam ao Campo de Marte, na zona norte.
Entre os participantes, destaca-se a presbítera Edenik Anacleto, 67 anos, sobrevivente da tragédia de Brumadinho. Ela perdeu o marido e a pousada em 2019, mas voltou a se reinserir na vida religiosa e familiar. Edenik usa a palmilha para registrar gratidão a Deus nascendo de sua fé.
A tradição do evento incentiva o download de uma palmilha com espaço para mensagens. Na esquerda, os fiéis anotam motivos de gratidão; na direita, súplicas. Edenik mostra o anel recuperado seis anos após o desastre e diz que reencontrou-se com a família na fé.
Outra personagem é Fábio Martins, 46 anos, técnico de enfermagem, acompanhado pela esposa Jucilene Messias Martins, 46, que utiliza cadeira de rodas após um acidente de moto. Entre as mensagens, ele pede saúde e força para enfrentar as adversidades.
Além deles, jovens profissionais também registram pedidos ligados ao trabalho. Renan Pereira, técnico de TI, e Kayk dos Santos, técnico de laboratório, de Osasco, expressam aspirações de carreira e equilíbrio familiar, respectivamente, em mensagens inscritas na palmilha.
A cerimônia contou ainda com relatos de participantes que já observaram mudanças em suas vidas após edições anteriores. Renan afirma ter conseguido migrar para a área de tecnologia após pedir oportunidade; Kayk aponta melhoria no convívio familiar, citando uma contratação ocorrida após uma edição anterior.
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