- Pacientes que receberam cinco minutos de oração presencial, realizada por voluntários treinados, relataram menor dor e ansiedade logo após a intervenção.
- O grupo que ouviu músicas suaves teve os mesmos minutos de duração, servindo como comparação.
- O efeito na ansiedade permaneceu observado nas semanas seguintes, sem relatos de efeitos adversos.
- Os autores destacam que não é possível apontar qual parte da experiência foi responsável pelos resultados; atenção, toque e contato humano também podem influenciar.
- O estudo, realizado nos Estados Unidos, foi publicado na revista The Annals of Family Medicine e sugere que práticas espirituais podem ser recursos complementares, sem substituir tratamentos médicos.
O estudo realizado nos Estados Unidos avaliou pacientes que buscaram atendimento médico e apresentavam dor ou ansiedade relevantes.Após a consulta, um grupo recebeu cerca de cinco minutos de oração presencial feita por voluntários treinados; outro grupo ouviu músicas suaves no mesmo tempo. Os resultados mostraram diferenças na percepção de dor e ansiedade.
Os participantes que passaram pela oração relataram, logo após a intervenção, maior redução de dor e de ansiedade. Os efeitos sobre a ansiedade permaneceram nas semanas seguintes, segundo os pesquisadores. A prática foi bem aceita e não houve registro de efeitos adversos.
O que o estudo aponta
Os autores ressaltaram que não é possível atribuir os benefícios a uma condição médica específica. Além da oração, houve contato humano e toque, fatores que também podem influenciar a percepção de dor e sofrimento emocional. Especialistas destacam que práticas espirituais podem colaborar com o relaxamento e o acolhimento emocional.
Implicações para o uso clínico
A pesquisa sugere que a oração pode atuar como recurso complementar para algumas pessoas, sem substituir tratamentos médicos ou psicológicos. Em casos de ansiedade intensa ou dor persistente, a avaliação profissional continua fundamental, com possíveis medicações, psicoterapia ou fisioterapia conforme o caso.
Sobre o estudo
Os resultados foram publicados na revista The Annals of Family Medicine. Os autores defendem a necessidade de novos estudos para esclarecer os mecanismos envolvidos e confirmar se os efeitos se repetem em diferentes grupos da população.
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