- O Papa Leão XIV iniciou a segunda semana de visita à Espanha, após críticas à polarização política no sábado.
- Mais de 1 milhão de pessoas participaram da missa ao ar livre na praça de Cibeles, em Madrid, com o papamóvel acompanhando a passagem do pontífice.
- A Espanha registra queda na religiosidade: entre 1970 e 2026, a participação de católicos caiu de 90% para 56%, e 40% da população se declara sem religião.
- No sermão, o papa pediu para a religião ser “escola de fé” diária e não apenas um museu do passado, reforçando a ajuda ao próximo.
- No discurso de boas-vindas ao Palácio Real, Leão XIV criticou a polarização, a falta de diálogo e ressaltou que o encontro entre culturas fortalece a estabilidade.
O Papa Leão XIV criticou a polarização política e reuniu milhares de fiéis em uma missa aberta pelas ruas de Madrid neste domingo, 7, durante a segunda etapa de uma viagem de uma semana pela Espanha. A celebração ocorreu na Praça de Cibeles, após o pontífice percorrer as vias da cidade no papamóvel.
É a primeira visita de um papa ao país em 15 anos. A audiência refletiu uma Espanha cada vez mais secularizada, com queda histórica da prática religiosa. Segundo o CIS, o percentual de católicos caiu de 90% no fim dos anos 1970 para 56% em 2026; hoje, 40% da população se declara sem religião.
Milhares acompanharam a missa ao ar livre, estimativas oficiais indicam mais de 1 milhão de pessoas. O papa proferiu um sermão pedindo ajuda ao próximo e ressaltando que a religião deve ser encarada como uma escola de fé, e não como um museu do passado.
Na véspera, Leão XIV já havia criticado o tensionamento político e a falta de diálogo em discursos que marcaram o início da visita. O pontífice destacou que a história da Espanha mostra que o encontro entre culturas sustenta a estabilidade e a prosperidade, e que a mensagem de paz precisa alcançar quem não se prende a ideologias. Em Madrid, ele discursou no Palácio Real ao lado do rei Felipe VI e de autoridades.
Contexto demográfico
A Espanha registra queda contínua da adesão religiosa nas últimas décadas. O recorte de 1970 até 2026 aponta redução de fiéis católicos, enquanto parte da população se declara agnóstica, ateia ou sem religião. O panorama atual reforça o desafio de alguns setores da Igreja frente a mudanças culturais e sociais.
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