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Geração Z prefere rótulo genérico ‘Cristão’ a ‘Protestante’ em pesquisa

Geração Z prefere o rótulo genérico 'cristão' a 'protestante', sinalizando perda de identidade protestante entre jovens e engajamento semelhante entre grupos.

Young people in church.
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  • A amostra de Gen Z (2.365 pessoas) mostrou que 27% se identificam como “Cristão” genérico, mais que Protestant e outras tradições.
  • Entre os evangelicais Gen Z (cerca de 24% da amostra), 54% se dizem genéricos cristãos e apenas 22% se identificam como Protestant; 12% são católicos.
  • Em relação ao engajamento, católicos Gen Z são os menos ativos na prática religiosa, com apenas 6% se declarando muito ativos.
  • Protestantes Gen Z mantêm maior frequência religiosa ao longo da vida: 58% tiveram assiduidade regular, contra 34% de genéricos cristãos e 28% de católicos.
  • Protestantes Gen Z tendem a ter lares mais estáveis na infância (mais famílias com dois genitores), refletindo maior envolvimento religioso familiar do que católicos ou genéricos cristãos.

O levantamento, realizado entre 9 de agosto e 26 de setembro de 2024, analisou 2.365 jovens da Gen Z com orientação metodológica representativa. A pesquisa, conduzida pelo Billy Graham Center Research Institute com apoio da Lilly Endowment, questionou a filiação religiosa atual dos respondentes.

Entre os mais jovens, o rótulo genérico “cristão” foi a opção mais comum, escolhida por 27% dos participantes. Esse índice ficou cerca de 10 pontos acima dos que se identificaram como católicos e 17 pontos acima dos que se declararam protestantes. A tendência indica que jovens tendem a se identificar como “cristãos” em vez de “protestantes”.

Entre os respondentes que se identificam como evangélicos, um grupo que representa ~24% da amostra, a maioria (54%) optou pelo rótulo genérico em vez de Protestant. Apenas 22% escolheram Protestant, enquanto católicos representaram 12%.

Mudanças de identidade entre evangélicos e proscrições de rótulos

O estudo mostra que, mesmo entre evangélicos, o rótulo “cristão” domina entre Gen Z. Tradicionalistas como não denominacionais e pentecostais também preferem “cristão” a Protestant como identificação.

Essa tendência é mais acentuada entre a população negra da Gen Z, com maior proporção adotando o rótulo genérico. Além disso, entre adultos Gen Z de 18 a 28 anos, a identificação como agnóstico (10%) ou ateu (9%) alcançou patamares próximos aos de quem se declara Protestant.

Engajamento e prática religiosa

Ao perguntar sobre atuação religiosa, católicos Gen Z mostraram o menor envolvimento: apenas 6% disseram ser muito ativos, 30% não ativos e 41% levemente ativos. Já Protestant Gen Z mostrou padrões de participação mais próximos aos genéricos cristãos.

A maioria dos Protestants identificados como Gen Z (58%) relatou ter frequentado missas ou cultos de forma consistente ao longo da vida, statisticamente próximo de 34% dos genéricos cristãos. Católicos, nesse aspecto, apresentaram menor continuidade.

Contexto familiar e criação religiosa

Sobre o ambiente familiar de criação, protestantes Gen Z foram mais propensos a crescer em lares com dois pais, 17 pontos a mais que os cristãos genéricos. Respondentes cristãos genéricos também tiveram maior probabilidade de ter crescido com mãe solteira.

Parentesco religioso dos pais foi mais frequente entre protestantes Gen Z, com maior participação semanal dos pais na igreja. Entre católicos Gen Z, apenas 43% disseram que ambos os pais iam à igreja semanalmente, frente a 22% que compareciam com pouca frequência.

Implicações para a identidade protestante

A pesquisa aponta que a identificação protestante tem perdido significado para muitas crianças e jovens evangélicos, não se limitando a tradições históricas. A prática religiosa entre genéricos cristãos e evangélicos permanece relativamente próxima, apesar das diferenças de origem familiar.

Os dados indicam que a tradição protestante tem menor relevância como identidade para a Gen Z, especialmente entre jovens evangélicos, não denominacionais e pentecostais. O estudo sugere reavaliação sobre como a identidade religiosa é percebida entre as novas gerações.

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