- O Papa Leão XIV, no segundo dia em Barcelona, visitou a Abadia de Montserrat e fez um apelo pelo abandono da violência e pela reconciliação.
- Em mensagem em catalão e espanhol, pediu aos fiéis para depor as armaduras e seguir misericórdia, verdade e reconciliação, lembrando que Jesus não usa armadura.
- Disse que a violência pode existir em atitudes cotidianas, como palavras ofensivas, críticas que humilham, difamação e comportamentos que dividem comunidades.
- Aconselhou renunciar a insultos, julgamentos precipitados e calúnias, e manter o amor em família, no trabalho, nas redes sociais e nas comunidades cristãs.
- A visita ocorreu a cerca de quarenta quilômetros de Barcelona, com o Papa rezando o terço; ativista Miguel Hurtado criticou a visita e pediu o cancelamento, chamando Montserrat de marco zero de violência.
No segundo dia de sua visita a Barcelona, o Papa Leão XIV esteve na Abadia de Montserrat, após passagem por um presídio na Catalunha. A recente etapa tem como foco a reconciliação e o abandono da violência, conforme a agenda oficial da viagem. O pontífice pediu aos fiéis que busquem caminhos de misericórdia, verdade e reconciliação.
Durante a cerimônia, o líder religioso alternou mensagens em catalão e espanhol, convidando as pessoas a depor as armaduras e a evitar atitudes que endureçam o coração. A referência central foi a ideia de que a violência pode surgir até em gestos cotidianos, palavras ofensivas e julgamentos que dividem comunidades.
Leão XIV reforçou a necessidade de renunciar a insultos, julgamentos precipitados, calúnias e difamações. Segundo o Papa, é essencial cultivar o amor nas famílias, entre amigos, no trabalho, nas redes sociais e nas comunidades, para transformar o ódio em esperança e paz.
Montserrat e contexto de cerimônia
Na Abadia de Montserrat, um marco espiritual a cerca de 40 km de Barcelona, o Papa rezou o terço diante de autoridades eclesiásticas locais e de centenas de fiéis, incluindo um expressivo grupo de crianças. O local é tradicionalmente dedicado à Virgem de Montserrat e tem forte significado histórico na Catalunha.
A visita ocorre num contexto sensível por denúncias de abusos envolvendo a Igreja na região. O ativista Miguel Hurtado criticou a visita, afirmando que Montserrat representa um marco de episódios de violência e pediu o cancelamento. Fonte: Divulgação das movimentações pastorais e entidades locais.
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