Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Papa Leão XIV abençoa Sagrada Família em Barcelona e condena guerra

Papa Leão XIV abençoa a torre da Sagrada Família em Barcelona, elevando o templo à igreja mais alta do mundo e marcando a visita

Fiéis aguardam o início da missa celebrada pelo papa Leão XIV na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, Espanha, nesta quarta‑feira, 10 de junho de 2026.
0:00
Carregando...
0:00
  • O papa Leão XIV celebrou missa na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, e abençoou a torre recém-concluída, que tornou o templo a igreja mais alta do mundo, com 172,5 metros.
  • Durante a homilia, o pontífice afirmou que cristãos não podem crer em Jesus e promover a guerra, citando a situação de migrantes e referências ao governo dos EUA.
  • A visita começou com chegada à Catalunha, recebido pelo rei Felipe VI e pela rainha Letizia, em meio a simbolismo ligado a Antoni Gaudí.
  • Antes da missa, o papa esteve na prisão de Brians, sobrevoou Montserrat e participou de um encontro no bairro do Raval com jovens e líderes comunitários.
  • A obra da Sagrada Família segue inacabada; a conclusão é prevista para cerca de dez anos, com debates sobre a fachada da Glória e impactos urbanos, enquanto a cidade reforça serviços de turismo e segurança.

O papa Leão XIV celebrou uma missa na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, e abençoou a torre recém-concluída, tornando-a a mais alta do mundo. A cerimônia reuniu milhares de fiéis e membros da família real espanhola, marcando o auge da visita ao país.

Chegando à Catalunha na véspera, o papa realizou a missa após chegar de Madri e escolheu o templo de Gaudí como ponto central da passagem pela região. A cerimônia contou com a presença do rei Felipe VI e da rainha Letizia diante da fachada da basílica.

Leão XIV afirmou que cristãos não podem apoiar a guerra, em homilia na Sagrada Família, citando também temas migratórios. A mensagem foi proferida durante o momento litúrgico, sem menção direta a governos estrangeiros.

A visita do pontífice ocorreu exatamente 100 anos após a morte de Antoni Gaudí, arquiteto responsáv el pelo projeto. Gaudí foi declarado venerável no ano passado, etapa do processo para eventual beatificação.

O papa chegou à basílica em meio a uma recepção de jornalistas internacionais. Antes da missa, interagiu com uma criança com deficiência visual que lhe mostrou uma maquete da torre, depois orou na cripta diante do túmulo de Gaudí.

O trajeto em papamóvel até o local reuniu uma multidão nas ruas do Eixample, com reforço policial para controles de acesso à basílica. A cidade mobilizou serviços de transporte para atender ao aumento de visitantes.

Impacto cultural

A Sagrada Família, consagrada em 2010, é um dos símbolos da arquitetura europeia e o monumento mais visitado da Espanha. A ampliação da fachada da Glória reacendeu debates sobre o entorno urbano e a fidelidade aos planos originais de Gaudí.

A construção permanece inacabada, com previsão de conclusão que levou a uma nova estimativa de cerca de dez anos. Controvérsias giram em torno da fachada da Glória e de seus quatro campanários, que exigiriam mudanças urbanas relevantes.

A visita do papa reacendeu o debate sobre o papel da basílica no cenário internacional e sobre o apoio institucional ao andamento das obras. A cerimônia também chamou atenção para a preservação do patrimônio cultural.

A agenda de Leão XIV também mobilizou setores do turismo e da economia local, com a prefeitura ampliando serviços de transporte e segurança para receber o fluxo de visitantes. O uso do catalão na missa foi visto como gesto de aproximação cultural.

Migração e agenda social

Antes da Sagrada Família, o papa visitou a prisão de Brians, reforçando temas de inclusão e dignidade humana. Em Montserrat, sobrevoou a serra para visitar a abadia e discursou em catalão sobre cultura e história da região.

À tarde, no bairro do Raval, Leão XIV participou de encontro com jovens e líderes comunitários, lembrando o início da Copa do Mundo e pedindo cooperação no cotidiano. A visita encerra nas Ilhas Canárias, com homenagens a migrantes falecidos.

Na segunda-feira, diante do Parlamento espanhol, ele pediu uma resposta europeia coordenada e solidária para a migração. Autoridades e organizações humanitárias acompanharam o pronunciamento, que volta a destacar o tema social da viagem.

A etapa final da viagem reforça o chamado à responsabilidade compartilhada diante de crises humanitárias, com a homenagem às Canárias marcando o encerramento de uma passagem marcada por simbolismo religioso e debates culturais.

*Com AFP*

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais