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Papa Leão XIV discute egoísmo, suicídio e perdão em perguntas difíceis

Na vigília em Barcelona, o Papa Leão XIV aborda perguntas sobre egoísmo, depressão e perdão, destacando dignidade humana e caminhos de fé

O Papa Leão XIV assiste à recitação do Santo Rosário na Abadia de Nossa Senhora de Montserrat, na cidade de Monistrol de Montserrat, na Espanha (Foto: EFE/EPA/CIRO FUSCO)
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  • Em Barcelona, na noite de terça-feira, o Papa Leão XIV participou de uma vigília no Estádio Olímpico, quarto dia da viagem apostólica à Espanha, respondendo a perguntas de três jovens.
  • Ferrán, que acabou de receber o batismo na Páscoa, questionou como manter o olhar elevado para descobrir a vocação, mesmo com pressões da sociedade; o Papa pediu cultivar uma inquietação saudável e destacou o papel do Evangelho para colocar a pessoa no centro, alertando contra a idolatria do lucro, do desempenho e da imagem.
  • O Pontífice aconselhou que a inquietação seja desenvolvida dentro das circunstâncias de cada um, criando momentos de silêncio, lendo o Evangelho e dialogando com outras pessoas para acompanhar a jornada espiritual.
  • Desirée relatou violência familiar e o impacto no abuso de sua mãe e no seu próprio percurso de fé; ao perguntar onde Deus estava e como perdoar o pai, o Papa enfatizou a necessidade de reconhecer as dinámicas humanas de violência e cultivar a dignidade de todos.
  • O Papa ressaltou que o perdão é uma jornada gradual, que não deve soar como instrução divina, e incentivou pedir perdão a Deus, abrir-se a alguém para oração simples e manter a misericórdia mesmo diante de acusações ou ferimentos graves.

Em Barcelona, na noite de terça-feira, o Papa Leão XIV respondeu a perguntas de três jovens reunidos no Estádio Olímpico, durante a vigília da quarta jornada de sua visita à Espanha. O encontro foi marcado por sinceridade, dor e esperança.

Aos olhos do pontífice, a reunião tratou de temas difíceis como egoísmo, depressão, dor e perdão, com a voz de pastor buscando oferecer orientação prática para enfrentar as próprias lutas dentro das realidades de cada um.

Questionamentos sobre fé, sociedade e inquietude

Ferrán, batizado na Páscoa recente, questionou como manter a vocação diante de pressões que empurram o olhar para baixo. Leão XIV destacou que muitos jovens redescobrem a fé e que o desejo de verdade requer um horizonte maior.

O Papa alertou contra a idolatria do lucro e do desempenho, descritas como anestésicos que distorcem a consciência. Também reforçou que a fé pode produzir uma visão crítica de um sistema que desvaloriza a pessoa.

Caminhos práticos para a inquietação

A partir das próprias circunstâncias, o pontífice indicou cultivar a inquietação saudável e abrir espaço para ela. Sugeriu momentos de silêncio, leitura diária do Evangelho, oração simples e acompanhamento espiritual com parcerias na caminhada de fé.

Carmina, professora do ensino médio, relatou depressão e tentativas de suicídio, perguntando como ver Deus na escuridão e em quem confiar nesses momentos. O Papa enfatizou a importância de reconhecer a saúde mental como prioridade social e pessoal.

Apoio, dor e confiança em Deus

Leão XIV destacou que Jesus também viveu horas de dor extrema e que a cruz revela que Deus não abandona as pessoas. Foi recomendado buscar ajuda em alguém que possa orientar a oração e acompanhar a jornada sem apressar explicações.

Desirée, que viveu uma história familiar traumática e encontrou fé após um retiro, perguntou como perdoar o pai e reconciliar-se com Deus. O Papa ressaltou que o perdão é processo que envolve reconhecer a dignidade humana, evitar violência e buscar reparos na medida possível.

Perdão, responsabilidade e caminho gradual

A orientação foi direcionada a questionar como se é capaz de perdoar sem excluir a responsabilidade dos outros. O Papa ressaltou que não se pode atribuir a Deus as falhas humanas e lembrou a importância de transformar ressentimento em misericórdia ao longo de passos graduais.

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