- O Papa Leão XIV inaugura nesta quarta-feira a nova torre da basílica da Sagrada Família, em Barcelona, elevando o monumento a 172,5 metros.
- A inauguração ocorre exatamente um século após a morte de Antoni Gaudí, arquiteto da obra, que está em processo de canonização no Vaticano.
- O pontífice, de 70 anos, é americano com cidadania peruana e visitou a prisão de Brians, a quarenta quilômetros de Barcelona, onde comentou que “o passado não condena o futuro” e recebeu presentes de detentos.
- Na sequência, ele chegou de helicóptero à Abadia de Montserrat, onde foi recebido por uma multidão, repetindo o tom de sua fala misto em catalão e espanhol.
- A viagem inclui encontros com organizações que atendem pessoas carentes em Barcelona e segue para as Ilhas Canárias, onde reforçará a mensagem de acolhimento aos imigrantes.
O papa Leão XIV participa da inauguração da nova torre da basílica da Sagrada Família, em Barcelona, nesta quarta-feira. O evento marca o lançamento de uma estrutura de 172,5 metros, obra de Gaudí, ainda não concluída. A visita ocorre durante a celebração do centenário da morte do arquiteto.
Acompanhado por fiéis, o pontífice chegou a Brians, perto de Barcelona, nesta manhã. Ele colaborou com autoridades locais e ouviu detentos, afirmando que “o passado não condena o futuro”. Detentos presentearam o papa em sinal de cordialidade.
Após a visita à prisão, Leão XIV seguiu para Montserrat, onde participou de cerimônia religiosa diante de milhares de pessoas. Em Montserrat, o líder católico alternou entre catalão e espanhol em seu discurso, repetindo mensagens de fé e identidade regional.
Inauguração da torre
A nova torre amplia a altura da basílica, elevando-a a 172,5 metros. A Sagrada Família tem hoje 14 torres concluídas, com o objetivo de chegar a 18 no total. Doze torres são dedicadas aos apóstolos, quatro aos evangelhos e uma à Virgem Maria.
A Torre de Jesus permanece a torre central, com uma cruz de vidro e cerâmica branca no topo. A construção começou em 1882, sob Villar, mas Gaudí assumiu o projeto pouco depois e o transformou por completo.
O Vaticano mantém o processo de canonização de Gaudí em andamento, enquanto a inauguração ocorre no contexto de uma viagem papal que já incluiu visitas a Montserrat e ao Estádio Olímpico de Barcelona.
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