- O apóstolo Estevam Hernandes disse que a Marcha para Jesus mantém acolhimento a autoridades de diferentes correntes políticas, com foco na fé cristã e na oração pelo país.
- O evento, que ocorre em São Paulo desde 1993, terá o tema “Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor”, segundo Hernandes.
- Sobre tecnologia, ele defende o uso responsável da inteligência artificial para auxiliar igrejas, incluindo pesquisas, estudos bíblicos e preparação de mensagens.
- Em relação à política, a Marcha para Jesus não apoia candidaturas específicas e recebe autoridades independentemente de posicionamentos partidários; Lula já foi citado como bem-vindo caso participe.
- O apóstolo também comentou temas como salvação individual, repercussão de canções gospel, debates sobre violência doméstica em ambientes religiosos e a possível relação entre líderes evangélicos e o cenário eleitoral de 2026.
O apóstolo Estevam Hernandes afirmou que a Marcha para Jesus continua acolhendo autoridades de diferentes correntes políticas e manteve o foco na fé cristã e na oração pelo país. O evento ocorre em São Paulo desde 1993, organizado pela Igreja Renascer em Cristo.
Neste ano, a marcha tem o tema Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor, segundo Hernández. A mensagem busca incentivar o reconhecimento voluntário da autoridade de Cristo pelos participantes.
A Marcha não tem candidaturas oficiais, afirmou o líder. Ele ressaltou que presidentes, governadores e prefeitos são recebidos independentemente de posições partidárias, mantendo um ambiente de respeito nas celebrações.
Política e relações com o governo
Hernandes mencionou que já houve participação de representantes do governo federal em edições anteriores. Sobre Lula, disse que seria bem recebido caso participasse, reforçando o objetivo de diálogo entre fé e gestão pública.
Sobre cenário eleitoral de 2026, o apóstolo comentou a ideia de uma composição entre o governador de São Paulo e a ex-primeira-dama, mas reconheceu que o quadro político atual torna isso improvável. Também avaliou a possibilidade de apoio a Flávio Bolsonaro como prematura.
IA, mídia e questões éticas
O líder abordou o uso da inteligência artificial nas igrejas, defendendo uso responsável para pesquisas, estudos bíblicos e preparação de mensagens. Enxergou potencial para ampliar a divulgação do Evangelho sem abrir mão do discernimento espiritual.
Hernandes comentou ainda a repercussão de conversas envolvendo financiamento de projetos audiovisuais, destacando que episódios isolados não devem representar o conjunto da liderança evangélica. Cada caso merece apuração individual.
Sociedade, violência e moral
Sobre violência doméstica e abusos em ambientes religiosos, reconheceu desafios do machismo na sociedade. Contudo, disse não concordar com generalizações que atribuam omissão sistêmica às igrejas, destacando a necessidade de liderança baseada em amor e respeito.
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