- O bispo Mark Brennan, administrador apostólico de Wheeling-Charleston, chamou os católicos da Virgínia Ocidental a refletirem sobre a história dos EUA e a promoverem uma “cultura da vida” e uma “civilização do amor” antes do 250º aniversário do país.
- Brennan afirmou que a nação pode enfrentar declínio moral se abandonar a lei de Deus, elogiando conquistas como a abolição da escravidão e a expansão de oportunidades para mulheres, mas apontando problemas como violência doméstica, tráfico de pessoas e hostilidade a imigrantes.
- A carta pastoral, possivelmente a última de Brennan, chega 50 anos após sua ordenação, e o bispo Evelio Menjivar-Ayala será empossado como seu substituto; a missa de instalação será em 2 de julho, na Catedral de São José, em Wheeling.
- O texto enfatizou a dignidade da vida desde a concepção até a morte natural, condenando aborto, suicídio assistido e pena de morte, e elogiando o movimento pró-vida e iniciativas de ajuda a mães e imigrantes.
- Brennan citou exemplos históricos da Igreja na reforma social norte-americana, destacou a defesa da dignidade humana e defendeu que a cultura da vida envolve serviço público, assistência a vulneráveis e participação ativa na vida cívica.
O bispo Mark Brennan, administrador apostólico de Wheeling-Charleston, em WV, divulgou uma carta pastoral antes do 250º aniversário dos EUA. Ele convoca católicos a refletirem sobre bênçãos e falhas da nação e a fortalecerem a cultura da vida e a civilização do amor. A mensagem visa orientar fiéis em meio a celebrações cívicas.
Na carta, Brennan reconhece avanços como a abolição da escravidão e a fim da segregação legal. Destaca ainda o aumento de oportunidades para mulheres. Contudo, aponta problemas persistentes como disparidades raciais, violência, tráfico, aborto e hostilidade a imigrantes.
Desafios e compromissos
O pregador ressalta a importância da dignidade da vida desde a concepção até a morte natural. Critica o aborto, o suicídio assistido e a pena de morte, e pede cuidado com imigrantes, idosos e vulneráveis. Menciona o papel do movimento pró-vida e o legado de Nellie Gray.
Brennan cita contribuições históricas da Igreja para a reforma social, como o trabalho de James Gibbons e a encíclica Rerum Novarum. Também cita o dessegregamento de escolas católicas por Patrick O’Boyle, antecedente a decisões da Suprema Corte.
A carta descreve a “cultura da vida” como base para o respeito à dignidade humana, casamento, cuidado de doentes e acolhimento de imigrantes. Usa exemplos de iniciativas sociais católicas para ilustrar a prática da fé.
Faz referência aos ensinamentos de São João Paulo II sobre a “civilização do amor”. Aponta programas de cuidado paliativo, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, caridade e mentoria para jovens como exemplos vivos.
O bispo alerta para riscos do secularismo, relativismo e individualismo. Diz que excluir a religião da vida pública enfraquece a base moral do autogoverno e da convivência social.
Brennan enfatiza a necessidade de engajamento cívico ativo. Há apelo para educar as futuras gerações, defender a dignidade humana e construir uma sociedade fundamentada na fé, na virtude e no bem comum.
O documento encerra mantendo a esperança de reforma e renovação. O bispo frisa que o país está diante de escolhas morais e chama os católicos a participar da vida pública com fidelidade aos ensinamentos da Igreja.
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