- Jesus inaugura um novo modo de perceber: a escuta que vai além do que se vê.
- Exemplos bíblicos mostram isso: conversa com uma prostituta e oferecimento da água da vida a uma estrangeira, incluindo a mulher rica na missão.
- Crianças ganham centralidade; Jesus as chama ao colo e reconhece que têm algo a revelar, precisando do pai.
- Paulo aceitou o convite para escutar, mas precisou desaprender o olhar herdado do Egito e da Grécia, após naufrágios e noite no mar.
- Na sociedade atual, o olhar predomina sobre o que parece ser; a escuta profunda envolve corpo, alma, o outro e o Mistério, e a fé nasce do invisível.
A leitura inaugura um novo modo de perceber, dizem autores convidados. O texto analisa como Jesus, ao ouvir o que não se vê, convida a escutar além do imediato, inclusive em relações diversas e desafiadoras.
Aproxima-se da prática de escuta como fundamento da fé e da vida comunitária. Em vez de julgar pelo aspecto visível, o relato enfatiza ouvir o outro, mesmo quando diferente ou vulnerável, para revelar sentidos mais profundos.
Autores e contexto
O artigo é assinado por Carlos José Hernández, psiquiatra argentino, e Clarice Ebert, psicóloga e mestre em teologia. A colaboração ressalta a escuta como eixo para compreender pessoas, relações e experiências humanas.
Temas centrais da mensagem
O texto remete a Moisés como símbolo do paradigma anterior, dominado pelo que se vê, e a transição para a escuta que revela missão. Afirma que Jesus dialoga com pessoas marginalizadas, concedendo dignidade e participação.
Implicações para o cotidiano
Segundo os autores, a escuta ultrapassa o sensorial: envolve corpo, alma e mistério. A ideia é favorecer acolhimento, empatia e compreensão, desafiando o encanto da aparência e do consumo de visuais.
Contexto contemporâneo
O escrito critica a “sociedade do espetáculo” que valoriza apenas o que parece ter raiz, sublinhando a importância de ouvir para entender, não apenas para julgar pela aparência. A fé, apontam, nasce do invisível.
Sobre as fontes e créditos
O conteúdo é apresentado como colaboração voluntária, sem refletir necessariamente a opinião do Portal Guiame. O material cita uma bibliografia que inclui profissionais de psicologia, família e teologia.
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