- Há um aumento de adultos que se convertem ao judaísmo progressista no Reino Unido, com registros de 78 em 2020 para 183 em 2025.
- Fatores citados incluem antissemitismo, pandemia de covid-19, expansão da educação religiosa nas escolas e testes de DNA que revelam ancestralidade judaica.
- A comunidade tem atraído pessoas de origens diversas, incluindo indivíduos LGBT, e não apenas britânicos brancos de origem europeia.
- Testemunhos destacam que o judaísmo progressista valoriza o questionamento, a diversidade e a inclusão, com rabinos mulheres e práticas que acolhem diferentes identidades.
- Casos específicos mencionados incluem Elizabeth Arif-Fear, Debbie Collings e Amanda, que encontraram no judaísmo progressista um espaço de pertencimento, comunidade e conexão familiar.
Desde 2020, houve um aumento considerável no número de pessoas adultas que se convertem ao Judaísmo Progressista no Reino Unido, mesmo diante de elevações de antissemitismo. O movimento representa hoje cerca de um terço dos judeus britânicos, segundo dados obtidos pelo Guardian.
Entre os convertidos está Elizabeth Arif-Fear, ativista inter-religiosa de 37 anos, que nasceu cristã e viveu 14 anos muçulmana. Ela afirma que encontrou no Judaísmo Progressista um espaço aberto à diversidade e ao debate, sem a ideia de que a fé é estática.
Converte-se para uma fé mais plural e inclusiva, marcada pela possibilidade de ser ateu e judeu, bem como pela presença de rabinos mulheres e uma atmosfera LGBT-friendly. Outros fatores citados são a educação religiosa nas escolas, resultados de testes de DNA e a pandemia de Covid-19, que ampliaram o interesse pela identidade religiosa.
Mudanças no perfil dos convertidos
Rabbi Jonathan Romain, que coordena o Beit Din Reform, observa que o cenário tem ganhado diversidade geográfica e étnica, com pessoas de Romênia, Portugal, Coreia e outros lugares ingressando. A importância do ambiente acolhedor é destacada como fator de atração.
Debbie Collings, 65, é um exemplo de retorno à herança judaica. Criada no judaísmo, afastou-se na juventude e retornou ao conhecer as sepulturas de seus tataravós, vítimas de pogroms. Ela completou um ano de estudos antes da confirmação pela corte rabínica.
Amanda, que prefere não revelar o sobrenome, cresceu em família cristã e buscou respostas no judaísmo após questionar o Novo Testamento. Para ela, a transição foi marcada por uma sensação de normalidade e pertencimento gradual, sem experiências espirituais intensas descritas.
O que motiva a convergência
Romain aponta que, além dos laços afetivos familiares, o recrutamento não é o objetivo principal do Judaísmo Progressista, que valoriza a convivência, o questionamento e a diversidade de práticas. A comunidade oferece suporte social e cultural, especialmente em um contexto de polarização.
Segundo ele, o apelo está na convivência comunitária e na sensação de pertencimento que envolve ritos como o Shabbat, além do acolhimento de pessoas de diferentes origens, identidades e crenças.
Considerações finais
Os números de conversões permanecem modestos, reflexo da natureza não missionária do Judaísmo. A ênfase continua na prática comunitária, no respeito ao próximo e na observância de costumes, sempre de modo inclusivo e respeitoso. Fontes: relatos de converts e lideranças religiosas.
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