- Igrejas evangélicas no Brasil divergem sobre festas juninas: algumas vetam a participação, outras criam alternativas como o Arraiá Gospel.
- A Renascer em Cristo promove a Festa Jesuína, com edição de 2026 prevista para o sábado, dia 27.
- A Assembleia de Deus Vitória em Cristo organiza a Festa Jesuína, com exemplos de Curitiba e a ideia de manter a celebração, filtrando elementos considerados neutros.
- A Igreja Batista Atitude, onde houve participação de figuras públicas, apresentou a Festa da Roça com foco evangelizador; em 2025 houve promessa de evangelizar em área específica.
- Arraiais evangélicos apostam em playlists próprias, como a Som e Louvor, defendendo uso de estilos populares para evangelizar; há eventos com Forró Caju Gospel e versões sem álcool de bebidas típicas.
Uma tendência de festividades ganha espaço entre igrejas evangélicas do Brasil: o arraiá religioso. Em vez dos tradicionais festejos de São João, comunidades promovem versões chamadas de Arraiá Gospel ou Festa Jesuína para manter o caráter cultural sem abrir mão da fé. A prática ocorre em várias cidades do país.
Entre os divulgadores, há divergências sobre como celebrar a data. Líderes afirmam que a proposta filtra elementos neutros da festa junina, mantendo o foco na mensagem religiosa. A ideia é evitar a tematização de santos e ao mesmo tempo manter a alegria das manifestações culturais.
A vertente mais conservadora, no entanto, sustenta que a raiz da festa junina envolve elementos católicos e pagãos. Para alguns pregadores, manter a tradição seria incompatível com a fé evangélica. Assim, opta-se por alternativas que não remetam aos santos nem a rituais associados a eles.
Em organizações como a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, o pastor Silas Malafaia promove a Festa Jesuína, que manteve a estrutura de evento caipira. Em Curitiba, a filial produziu uma edição com espaços para fotos e uma atmosfera de celebração.
Outra frente é a Igreja Batista Atitude, que já realizou a Festa da Roça, associando evangelização a momentos de convivência. Em 2025, houve promessa de evangelizar de forma mais explícita com foco na conversão de participantes.
No alcance nacional, festas como o Forró Caju Gospel em Aracaju integram repertórios cristãos a roteiros locais. Em outras regiões, surgem versões sem álcool de bebidas típicas, mantendo o tom festivo sem embriaguez.
Grupos musicais procuram adaptar estilos populares ao propósito evangelístico. A banda Som e Louvor, originária de uma Assembleia de Deus, defende a utilização de ritmos diversos na evangelização, destacando que a música não é inimiga da fé.
Histórias individuais também aparecem no relato das comunidades. A economista Deborah Bizarria recorda festas familiares da juventude fora do estado, reforçando que a identidade evangélica não impediu a participação, que ocorria sem envolvimento com celebrações a santos.
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