- Reginaldo Manzotti afirma que padres não devem tomar partido em eleições e que o papel deles é orientar sobre o histórico dos candidatos.
- O sacerdote e escritor divulga o livro Inabalável, que trata de sofrimento, inspirado na figura bíblica Jó.
- Ele diz que quem sofre costuma buscar culpados e que a reação adequada é aceitar a dor, reavaliar a vida e buscar sentido nas circunstâncias.
- O tema da autoajuda religiosa voltou a aparecer entre os mais vendidos, com críticas à ideia de que o problema está apenas no indivíduo e à falta de atenção às desigualdades sociais.
- A presença online é central: Manzotti tem milhões de seguidores e mantém um programa diário, de 5h30 da manhã até o fim do dia, defendendo uma presença de Deus na internet sem exibicionismo.
Reginaldo Manzotti afirma que padres não devem tomar partido em eleições, destacando o papel orientador da Igreja sem apoiar candidatos. O sacerdote e escritor comenta o impacto do livro Inabalável, que aborda o sofrimento humano, e a presença pública de lideranças religiosas.
O livro, segundo ele, parte de uma leitura de Jó para discutir injustiças e a busca de sentido diante da dor. A ideia é ajudar fiéis a reconciliar-se com Deus e a encontrar significado na vida diante das adversidades.
Manzotti analisa o retorno da autoajuda religiosa às listas de mais vendidos, atribuindo-o à crítica social aos clichês de sucesso. Segundo ele, é preciso compreender as estruturas que dificultam ascensão individual.
Na esfera digital, o sacerdote afirma que sua forte presença nas redes decorre de conteúdos mais profundos. Ele diz manter um programa diário, das primeiras horas da manhã até o fim do dia, para orientar fiéis.
Sobre a atuação pastoral, o autor cita o Papa Francisco e o Papa Bento XVI, defendendo uma presença de Deus na internet sem exibicionismo. Ele ressalta a necessidade de padres atuarem além das sacristias.
Em relação à política, Manzotti sustenta que padres não devem declarar apoio a candidaturas. O protagonismo da Igreja, afirma, é orientar o olhar sobre o histórico dos candidatos.
O sacerdote reforça que a abordagem não busca favorecer ou atacar nomes específicos, mas estimular avaliação crítica dos fiéis. O foco é preservar a neutralidade institucional frente ao processo eleitoral.
Publicado pela revista VEJA em 3 de julho de 2026, a edição nº 3002 traz a entrevista completa com o escritor e sacerdote Reginaldo Manzotti. Fontes citam ainda a defesa da responsabilidade social da igreja na era digital.
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