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Figura de igreja clandestina chinesa Jin Mingri é libertada da prisão

Líder da igreja clandestina Zion Church, Jin Mingri, é libertado e chega aos EUA após intensa perseguição religiosa na China

Jin Mingri, founder of the Zion church, was detained in Beijing in October 2025
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  • Jin Mingri, líder da igreja underground Zion, foi libertado da prisão na China e viajou para os Estados Unidos, menos de dois meses após a intervenção direta de Donald Trump.
  • O pastor e fundador da igreja havia sido preso após operações noturnas de endurecimento em outubro, em meio a um dos mais rígidos ataques a atividades religiosas na China moderna.
  • A China mantém controle estrito sobre a religião e promove o ateísmo oficial; várias congregações não autorizadas foram investigadas ou fechadas após a repressão.
  • A família de Jin agradeceu aos apoiadores e citou intervenção direta de Xi Jinping, além de agradecer a Trump pela pressão para sua libertação. A embaixada chinesa não comentou oficialmente.
  • A organização ChinaAid, que monitora perseguição religiosa, confirmou a chegada de Jin a Los Angeles; o grupo ressalta que centenas de praticantes ainda estão detidos na China.

Jin Mingri, líder da igreja subterrânea Zion, foi libertado da prisão na China e já viajou para os Estados Unidos, menos de dois meses após o tema ter ganhado atenção direta de Donald Trump. A libertação ocorre em meio a uma das mais severas ações de repressão religiosa no país nas últimas décadas.

O pastor e fundador da Zion Church foi preso após uma série de batidas noturnas ocorridas em outubro, que grupos cristãos classificaram como parte de um cerco rígido às atividades religiosas não reconhecidas pelo Estado. A China impõe severas restrições à prática religiosa e promove oficialmente o ateísmo.

A família de Jin informou, por meio de um comunicado, que testemunharam um milagre e se mostraram tomados por alegria com a libertação. O ministério chinês não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Reação internacional e posição dos apoiadores

A ChinaAid, grupo de direitos humanos com sede nos EUA que monitora perseguições religiosas, confirmou a chegada de Jin, também conhecido como Ezra Jin, a Los Angeles após a libertação. Seu fundador, Bob Fu, saudou o desfecho, destacando, porém, que dezenas de cristãos permanecem presos na China.

A Inter-Parliamentary Alliance on China, coalizão de parlamentares ocidentais, expressou satisfação com a notícia, destacando a importância de monitorar casos de liberdade religiosa. O tema ganhou espaço em canais diplomáticos e pressões internacionais.

Trump havia pedido a Xi Jinping a libertação de Jin durante conversas em Pequim, em maio, situação que o atual presidente dos EUA descreveu como uma consideração séria após o encontro. O governo chinês não divulgou detalhes oficiais sobre o desfecho.

Contexto e histórico da Zion Church

A Zion Church foi criada em 2007 por Jin com cerca de 20 fiéis e cresceu para uma rede de aproximadamente 10 mil pessoas em 40 cidades. Em 2018, o grupo foi oficialmente proibido pelo Partido Comunista, após recusar instalar câmeras de segurança em uma de suas propriedades em Pequim.

Desde então, várias congregações associadas passaram por investigações e encerramento de atividades. Os fiéis enfrentam pressão para migrar para igrejas sancionadas pelo Estado, sob liderança de pastores aprovados pelo governo.

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