- Josias, de 13 anos, encontrou no futebol um refúgio emocional enquanto enfrenta perseguição religiosa no México, após fugir de ameaças de cartéis.
- O pai, Jeremias, ex-jogador, orienta o filho e reforça valores de fé, com o esporte ajudando a manter a rotina e amenizar o isolamento.
- A família precisou deixar a comunidade mais de uma vez devido à violência; em dezembro de 2023, mais de dez mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas.
- Mesmo na nova comunidade, enfrentam oposição e impossibilidade de convivência com vizinhos que não aceitam a fé.
- A Copa do Mundo de 2026, com o México como sede, amplia a visibilidade e impulsiona uma campanha de oração mundial para cristãos perseguidos.
Josias, 13 anos, encontrou no futebol um refúgio no México após enfrentar violência ligada à sua fé. O pai, Jeremias, acompanha o filho nos treinos para ajudar na recuperação da rotina e no equilíbrio emocional.
A família precisou fugir da comunidade onde moravam devido a ameaças de cartéis. Em dezembro de 2023, mais de dez mil pessoas abandonaram suas casas, entre elas Josias e os pais, que passaram a buscar segurança em outra região.
A saída ocorreu no contexto de coação de moradores que recusavam colaborar com grupos criminosos. Mesmo longe de casa, Jeremias manteve os ensinamentos religiosos, buscando manter a fé da família diante da adversidade.
O que aconteceu com a família de Josias
Josias relata o trauma de deixar os amigos e de enfrentar o isolamento na nova comunidade. A distância prejudicou a socialização, agravando o desafio de recomeçar sem perder a fé.
Aos poucos, o garoto tem reconstruído a rotina ao lado do pai, com treinos em um campo vazio e atividades que ajudam a lidar com o medo e a saudade de casa. A prática esportiva funciona como apoio emocional.
A situação reforça a vulnerabilidade de jovens cristãos que vivem sob perseguição no país, especialmente em regiões sob influência de grupos armados. Atividades seguras e apoio comunitário ajudam a manter a esperança.
Jeremias: de ex-jogador a missionário
Antes atleta, Jeremias escolheu a missão como caminho de vida. Ele deixou a carreira esportiva para orientar cristãos perseguidos, recebendo apoio da Portas Abertas para treinamentos e ações de fortalecimento comunitário.
Mesmo diante da violência, Jeremias afirma manter a fé como motor de atuação. Sua experiência e testemunho buscam enfatizar a importância de apoiar famílias que passam por deslocamento.
Copa do Mundo 2026 e a**persecução**
Com o México como sede, a Copa do Mundo amplia a visibilidade sobre a realidade de cristãos perseguidos. A Portas Abertas reforça a mobilização global por meio de campanhas de oração e apoio às famílias afetadas.
Segundo a organização, milhares de cristãos já enfrentam perseguição no país, o que motiva ações de advocacy e suporte espiritual durante o torneio. A iniciativa visa manter a atenção pública sobre o tema.
Josias continua a frequentar atividades esportivas ao lado do pai, buscando normalizar a vida após o deslocamento. A história ilustra o papel do esporte como ferramenta de resiliência em contextos de violência.
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