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FIVB exige inclusão de treinadoras nas seleções femininas a partir de 2026

FIVB exige que seleções femininas tenham pelo menos uma treinadora a partir de 2026, enquanto o COB lança programa de apoio a treinadoras.

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A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou que, a partir de 2026, todas as seleções femininas devem ter pelo menos uma treinadora em suas comissões técnicas. Essa mudança visa aumentar a presença feminina no esporte, especialmente entre treinadores. O programa MIRA do Comitê Olímpico do Brasil (COB) também está ajudando treinadoras em transição de carreira, com novas regras que exigem que 30% das comissões técnicas sejam compostas por mulheres. Atualmente, apenas 9% das treinadoras estavam presentes no Campeonato Mundial Feminino de 2022, e a situação não melhorou muito nas Olimpíadas, onde apenas 13% dos treinadores eram mulheres. Apesar das dificuldades, muitas treinadoras estão se preparando bem, com a maioria possuindo graduação e pós-graduação. O preconceito de gênero e a falta de oportunidades ainda são grandes barreiras. O programa MIRA já acompanhou várias treinadoras, oferecendo suporte e desenvolvimento profissional. O COB planeja abrir novas oportunidades para mais treinadoras em breve, visando aumentar a participação feminina em competições internacionais.

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou que, a partir de 2026, todas as seleções femininas adultas devem contar com pelo menos uma treinadora em suas comissões técnicas. Essa medida visa promover a inclusão de mulheres no esporte e reduzir a desigualdade de gênero entre treinadores. A regra também se aplica às categorias de base.

José Roberto Guimarães, coordenador das seleções femininas do Brasil, destacou a importância de preparar mulheres para o futuro. Ele mencionou que a presença feminina nas comissões técnicas já é uma realidade nas categorias de base. Guimarães não descarta a possibilidade de ter a ex-jogadora Fofão como assistente em sua equipe.

A FIVB revelou que, no Campeonato Mundial Feminino de 2022, apenas nove por cento dos treinadores eram mulheres. Hugh McCutcheon, secretário-geral da FIVB, ressaltou que as mulheres têm grande potencial tático e não devem ser perdidas após suas carreiras como atletas. A situação é ainda mais crítica nas Olimpíadas, onde apenas treze por cento dos treinadores e assistentes eram mulheres em Paris-2024.

Iniciativas de Apoio

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) lançou o programa MIRA, que apoia treinadoras em transição de carreira. O programa inclui mentoria e desenvolvimento profissional, reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como uma boa prática de equidade de gênero. Taciana Pinto, gerente da área Mulher no Esporte do COB, anunciou que novas edições do programa serão realizadas, com a inclusão de mais treinadoras.

Além disso, a partir deste ano, as confederações olímpicas devem nomear trinta por cento de mulheres em suas comissões técnicas para competições internacionais. Essa regra será aplicada inicialmente nos Jogos Pan-americanos Júnior e, posteriormente, nos Sul-Americanos adultos.

A mudança no cenário das treinadoras é lenta, mas iniciativas como as da FIVB e do COB buscam criar um ambiente mais inclusivo e igualitário no esporte.

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