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Ex-militares tentam subir Everest em sete dias com uso de gás nobre xenon

Ex-militares tentam escalar o Everest em sete dias usando xenônio para aclimatação, desafiando normas e levantando preocupações médicas.

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Um grupo de ex-militares planeja escalar o Everest em apenas sete dias, o que é muito mais rápido do que o normal, que leva semanas. Eles pretendem usar um gás chamado xenônio para ajudar na aclimatação, o que gerou preocupações sobre a segurança dessa abordagem. O grupo, formado por um piloto, um político, um empresário e um empreendedor, quer fazer essa escalada para arrecadar dinheiro para uma instituição de caridade. Eles vão voar do Reino Unido para o Nepal, onde pegarão um helicóptero até o acampamento base e tentarão chegar ao cume rapidamente. O uso do xenônio é baseado na ideia de que ele pode aumentar a produção de glóbulos vermelhos no corpo, ajudando na adaptação à baixa oxigenação em altitudes elevadas. No entanto, especialistas alertam que não há evidências suficientes de que o xenônio realmente funcione dessa forma e que seu uso pode ser perigoso, especialmente em altitudes extremas. Além disso, o xenônio é um anestésico e pode causar sonolência, o que é arriscado em uma situação de montanha. O plano do grupo é polêmico, pois muitos acreditam que escalar o Everest deve ser uma experiência mais longa e cuidadosa. Apesar dos riscos, os ex-militares se sentem preparados, tendo passado por um treinamento rigoroso antes da expedição.

Um grupo de ex-militares britânicos planeja escalar o Everest em sete dias, desafiando as normas tradicionais de aclimatação. A expedição, que visa arrecadar fundos para uma instituição de caridade de veteranos, utiliza xenônio para acelerar o processo de adaptação à altitude.

Os integrantes da equipe, composta por um piloto, um político, um empresário e um empreendedor, partirão do Reino Unido para o Nepal. Após chegarem a Kathmandu, eles seguirão de helicóptero até o campo-base do Everest, onde iniciarão a ascensão. O uso do xenônio, um gás nobre, é uma abordagem inovadora que promete aumentar a produção de eritropoietina (EPO), um hormônio que estimula a produção de glóbulos vermelhos.

Lukas Furtenbach, CEO da Furtenbach Adventures, explicou que a aclimatação tradicional pode levar semanas, mas a inalação de xenônio pode acelerar esse processo. No entanto, especialistas em medicina, como Andrew Peacock, alertam sobre os riscos associados ao uso do gás, que é um anestésico. A União Internacional de Associações de Alpinismo (UIAA) também expressou preocupações, afirmando que não há evidências suficientes para comprovar a eficácia do xenônio em melhorar o desempenho em altitudes extremas.

A escalada do Everest tem se tornado mais acessível ao longo dos anos, com o uso de guias e oxigênio suplementar. Will Cockrell, autor de “Everest, Inc.”, observou que a escalada moderna se distanciou das práticas tradicionais. A equipe de ex-militares, que já passou por treinamento em câmaras hipóxicas, está ciente dos riscos envolvidos e admite que a chance de sucesso na expedição em sete dias é de apenas 30%.

Furtenbach enfatizou que essa abordagem não pretende substituir as expedições tradicionais, mas sim oferecer uma alternativa. A expedição custará cerca de 150 mil euros (aproximadamente R$ 800 mil), e a equipe está preparada para enfrentar os desafios da montanha, mesmo com a possibilidade de não alcançar o cume.

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