Lindsay Camila, ex-treinadora de seleções brasileiras, compartilha suas experiências no Al-Ittihad, na Arábia Saudita, onde enfrenta desafios como diferenças culturais e falta de infraestrutura. Desde que chegou, ela percebeu como a cultura local influencia o trabalho, especialmente durante o Ramadã, quando os treinos ocorrem à noite. O futebol feminino no país ainda é novo, com mulheres ganhando mais liberdade apenas nos últimos anos. Apesar das dificuldades, o Al-Ittihad atrai jogadoras estrangeiras com salários competitivos. Lindsay destaca que, embora o time tenha um bom hotel, falta foco e nutrição adequada para as atletas. Ela também menciona a necessidade de mudar a mentalidade do staff e das jogadoras, que muitas vezes priorizam compromissos pessoais em vez dos treinos. A treinadora ainda está avaliando seu futuro no clube, já que os resultados não foram os esperados na primeira temporada.
A Arábia Saudita tem avançado no futebol feminino, enfrentando desafios culturais e religiosos, com a meta de sediar a Copa do Mundo feminina em 2034. Lindsay Camila, ex-treinadora de seleções brasileiras, compartilha suas experiências no Al-Ittihad, onde lida com a falta de infraestrutura e a necessidade de mudança de mentalidade entre jogadoras e staff.
Desde que chegou ao país, Lindsay tem enfrentado dificuldades relacionadas às diferenças culturais. Durante o Ramadã, por exemplo, os treinos ocorrem à noite, o que altera a rotina das atletas. “É como se fosse um mês de Natal no Brasil”, explica. A treinadora destaca que, até 2018, as mulheres não podiam dirigir ou frequentar estádios, refletindo a lenta evolução do esporte feminino na região.
O Al-Ittihad, que conta com jogadoras estrangeiras atraídas por salários competitivos, ainda enfrenta desafios como a falta de suplementos nutricionais e a resistência a uma mentalidade profissional. “As jogadoras locais são bem remuneradas, mas ainda há resistência em priorizar o futebol”, afirma Lindsay. Ela menciona que, em um elenco de 22 jogadoras, sete são de fora do país, incluindo a brasileira Letícia Nunes.
Apesar de ter um hotel cinco estrelas, a equipe ainda carece de uma alimentação adequada e de foco nos treinos. Lindsay relata que as jogadoras frequentemente pedem comida em dias de jogo e que a estrutura de suporte nutricional é insuficiente. “Estou lutando para que elas tenham um lanche pré-treino e suplementos”, destaca.
A mudança de mentalidade é crucial para o desenvolvimento do futebol feminino na Arábia Saudita. Lindsay observa que o staff e as jogadoras precisam entender a importância de se comportar como profissionais. “Alguns membros do staff chegam atrasados aos treinos, e isso precisa mudar”, conclui.
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