Ganhar uma Copa do Mundo não significa embalar para a próxima. Em algumas edições, a seleção campeã chegou quatro anos depois com status de favorita e foi eliminada ainda na fase de grupos. O fenômeno ficou popularmente conhecido como “maldição do campeão”, mas, na prática, costuma ter explicação bem menos mística: elenco envelhecido, renovação malfeita, […]
Ganhar uma Copa do Mundo não significa embalar para a próxima. Em algumas edições, a seleção campeã chegou quatro anos depois com status de favorita e foi eliminada ainda na fase de grupos.
O fenômeno ficou popularmente conhecido como “maldição do campeão”, mas, na prática, costuma ter explicação bem menos mística: elenco envelhecido, renovação malfeita, queda de intensidade e rivais com o plano de jogo pronto para neutralizar o time campeão.
Brasil: campeão em 1962, eliminado na fase de grupos em 1966
O Brasil desembarcou na Inglaterra como bicampeão e com estrelas como Pelé e Garrincha ainda no elenco. A campanha, porém, desandou rapidamente.
Depois de vencer a Bulgária na estreia, a seleção perdeu para Hungria e Portugal e terminou fora da classificação no grupo, em um Mundial marcado por jogo físico e desgaste.
Embora o sonho do tri na época tenha sido adiado, 4 anos depois a conquista veio na Copa de 70, com o esquadrão.
França: campeã em 1998, eliminada na fase de grupos em 2002
É um dos casos mais emblemáticos. A França chegou ao Mundial de 2002 com aura de favorita, mas teve uma campanha seca: não venceu, não marcou gols e terminou na lanterna do grupo.
Derrota para Senegal na estreia, empate com o Uruguai e nova derrota, para a Dinamarca, selaram uma queda que virou referência sempre que se fala em campeão “apagado” na Copa seguinte.
Uma seleção que contava com craques como Thierry Henry, David Trezeguet, Patrick Vieira e outros craques não conseguir balançar uma vez a rede adversária diz muito sobre a campanha naquela Copa.
Itália: campeã em 2006, eliminada na fase de grupos em 2010
A campeã de 2006 manteve muitos nomes do título e pagou o preço do ciclo estendido. Na África do Sul, a Itália empatou com Paraguai e Nova Zelândia e chegou pressionada à última rodada.
A derrota para a Eslováquia decretou a eliminação e deixou a sensação de que o time já não tinha a mesma energia e criatividade do tetra.
Uma verdadeira decepção para a torcida italiana que acreditava no penta, por ter no elenco craques como Buffon, Cannavaro, Chiellini, Di Natale e Marchisio, mas no final o resultado foi uma eliminação precoce.
Espanha: campeã em 2010, eliminada na fase de grupos em 2014
A Espanha chegou ao Brasil ainda carregando o peso de um período dominante. Além da Copa de 2010 a Fúria também conquistou as Eurocopas de 2008 e 2012, e chegou na final da Copa das Confederações de 2013, mas perdeu para o Brasil por 3×0.
No mundial de 2014 o choque já veio na primeira rodada, a goleada de 5×1 sofrida para a Holanda na estreia virou um divisor e, na sequência, veio mais uma derrota, para o Chile.
A vitória sobre a Austrália na última rodada não mudou o cenário: duas derrotas em dois jogos derrubaram a campeã antes do mata-mata.
Alemanha: campeã em 2014, eliminada na fase de grupos em 2018
A Alemanha foi à Rússia com elenco forte e o carimbo de favorita, principalmente depois do famoso 7×1, todos tinham “medo” dos alemães.
Mesmo com uma geração de novos craques como Kimmich, Draxler, Timo Werner e Julian Brandt, os sinais de instabilidade apareceram cedo.
Derrota de 1×0 para o México, venceu a Suécia no limite com gol de Toni Kroos nos acréscimos e chegou à rodada final precisando de uma vitória.
A derrota para a Coreia do Sul virou símbolo do colapso: foi a primeira vez, em décadas, que os alemães caíram já na primeira fase.
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