A Alemanha passou décadas como sinônimo de força em torneios internacionais. Mesmo quando não tinha o elenco mais brilhante, chegava longe, competia até o fim e quase sempre aparecia entre as candidatas ao título. Mas essa imagem mudou depois da Copa do Mundo de 2014. Desde a conquista no Brasil, com vitória por 1 a […]
A Alemanha passou décadas como sinônimo de força em torneios internacionais. Mesmo quando não tinha o elenco mais brilhante, chegava longe, competia até o fim e quase sempre aparecia entre as candidatas ao título.

Mas essa imagem mudou depois da Copa do Mundo de 2014. Desde a conquista no Brasil, com vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na final, a Seleção Alemã entrou em uma sequência de campanhas abaixo do peso da camisa. O que antes parecia estabilidade virou dúvida.
O tombo depois do título
O primeiro grande choque veio na Copa do Mundo de 2018. Quatro anos depois de levantar a taça no Maracanã, a Alemanha caiu ainda na fase de grupos, após derrota por 2 a 0 para a Coreia do Sul. Foi uma eliminação histórica e uma das maiores surpresas daquele Mundial.

A queda não foi apenas um resultado ruim. Ela marcou a quebra de uma identidade. A Alemanha, acostumada a jogar mata-matas, decisões e semifinais, nem passou da primeira fase.
A crise virou sequência
A Euro 2020, disputada em 2021, também não trouxe reação. A Alemanha parou nas oitavas de final após perder por 2 a 0 para a Inglaterra, em Wembley. O resultado encerrou a trajetória alemã no torneio e aumentou a sensação de fim de ciclo.
Na Copa do Mundo de 2022, veio outro golpe. Mesmo vencendo a Costa Rica por 4 a 2 na última rodada, a Alemanha voltou a ser eliminada na fase de grupos.

Foi a segunda queda seguida na primeira fase de uma Copa, algo impensável para uma seleção que construiu sua história em cima de regularidade.
A tentativa de reconstrução
A Euro 2024 deu alguns sinais de recuperação. Jogando em casa, a Alemanha avançou mais do que nos torneios anteriores e caiu apenas nas quartas de final, diante da Espanha, em uma partida decidida na prorrogação.
Ainda assim, a eliminação manteve a seleção longe de uma final de grande torneio desde 2014.

O desempenho indicou que havia uma nova base em formação, com nomes como Jamal Musiala e Florian Wirtz, mas também mostrou que o processo de reconstrução ainda não estava completo.
A camisa continua pesada, mas o medo que a Alemanha causava nos rivais já não é o mesmo.
O peso de uma camisa em reconstrução
O declínio alemão não significa falta de talento. O problema está na dificuldade de transformar bons nomes em uma seleção dominante como antes. A geração campeã envelheceu, a transição demorou, e os resultados expuseram um time menos confiável nos grandes momentos.

Por isso, a Alemanha chega a um novo ciclo carregando duas perguntas: ainda é uma potência capaz de brigar por tudo ou virou uma seleção tradicional que precisa provar novamente o próprio tamanho?
E você, confia na recuperação alemã?
A Alemanha já mostrou que tradição pesa, mas os últimos torneios provaram que nome não ganha jogo sozinho.
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