Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica
Telinha

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Shakira conta com mais participações em copa nos últimos 20 anos do que seleção italiana

Quatro vezes campeã, a seleção italiana sofre com problemas que a deixaram fora das últimas três Copas do Mundo, incluindo a edição de 2026.

A seleção italiana, segunda maior campeã da Copa do Mundo ao lado da Alemanha, vem decepcionando nos últimos anos, inclusive em 2026, quando caiu nas Eliminatórias para a Bósnia em um jogo decisivo para sua classificação.  A Azzurra nesses últimos anos ficou para trás de algumas outras seleções em participações em copa, mas além disso, […]

A seleção italiana, segunda maior campeã da Copa do Mundo ao lado da Alemanha, vem decepcionando nos últimos anos, inclusive em 2026, quando caiu nas Eliminatórias para a Bósnia em um jogo decisivo para sua classificação. 

A Azzurra nesses últimos anos ficou para trás de algumas outras seleções em participações em copa, mas além disso, uma única cantora pop conseguiu nos últimos 20 anos, ter mais participações na copa do mundo do que a multi-campeã, e essa artista é a Shakira

Shakira é dona do maior hit musical da copa do mundo e se apresentou três vezes seguidas na competição

Em um número quase irônico, considerando as quatro campanhas vitoriosas da seleção italiana, a cantora colombiana Shakira, que se apresentou gratuitamente no Brasil este ano, em Copacabana, acumula quatro aparições em edições da Copa do Mundo nos últimos 20 anos, enquanto a Itália soma três.

A primeira aparição oficial da cantora na competição aconteceu em 2006, na Copa da Alemanha, quando ela vivia o auge da carreira após o lançamento do álbum Oral Fixation, Vol. 2, além de estar em turnê e lançar um de seus maiores hits: “Hips Don’t Lie”.

Foto: Reprodução/Lance!

A música, inclusive, foi o foco da apresentação da artista naquela edição da Copa, quando ela se apresentou na cerimônia da final com “Hips Don’t Lie”, em uma versão especial chamada “Bamboo”, ao lado de Wyclef Jean, com quem divide a faixa original. 

A segunda, e mais lembrada, aparição da cantora foi em 2010, na Copa da África do Sul, quando ela lançou “Waka Waka (This Time for Africa)”, música feita em parceria com o grupo sul-africano Freshlyground e que se tornou uma das faixas mais reconhecidas da história da competição. 

Pela segunda vez consecutiva, a cantora se apresentou na cerimônia da final, antes da decisão em Joanesburgo, e teve sua aparição mais memorável não só pelo show, mas também por criar uma das músicas mais emblemáticas da competição, reconhecida pelo Guinness como a canção de Copa mais reproduzida no Spotify, com mais de 1 bilhão de streams.

A terceira aparição aconteceu em 2014, na edição sediada no Brasil, e marcou a terceira participação seguida da cantora, que se tornou a artista com mais apresentações em Copas do Mundo na história. Naquele ano, ela cantou “La La La (Brazil 2014)” ao lado de Carlinhos Brown na cerimônia de encerramento, no Maracanã, antes da final entre Alemanha e Argentina. 

A música funcionou quase como um “hino alternativo” da Copa, já que a faixa oficial foi “We Are One (Ole Ola)”, de Pitbull, Jennifer Lopez e Claudia Leitte. Mesmo assim, Shakira se apresentou na final com outra canção, o que reforça ainda mais a presença da cantora na competição. 

A cantora ficou longe da competição por 12 anos e volta em 2026 para sua quarta aparição, agora com mais uma música oficial da Copa: “Dai Dai”, em parceria com o nigeriano Burna Boy.

A música terá royalties destinados ao FIFA Global Citizen Education Fund, iniciativa da FIFA em parceria com a organização Global Citizen, criada para ampliar o acesso à educação de qualidade, à alfabetização e à prática esportiva para crianças de comunidades carentes em mais de 200 localidades ao redor do mundo.

A cantora também se apresentará no show de intervalo da final da competição, formato inédito na Copa do Mundo, já que antes os shows aconteciam apenas antes das decisões. A tradição é muito comum no Super Bowl, a maior final de futebol americano do mundo, realizada nos Estados Unidos, um dos países-sede desta edição da copa ao lado de México e Canadá. 

Além de Shakira, a cantora Madonna e o grupo de K-pop BTS também se apresentarão no show de intervalo da final, que contará com curadoria de Chris Martin, vocalista do Coldplay.

Seleção italiana ficou de fora das últimas três copas do mundo

Ao contrário da cantora pop colombiana, uma das seleções mais vitoriosas da história da Copa do Mundo teve apenas três aparições nos últimos 20 anos. Uma delas foi em 2006, quando conquistou seu último título ao vencer a França na final por 5 a 3 nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.

Foto: Reprodução/Calciopédia

Depois disso, a seleção ficou fora de quatro das últimas cinco edições. Sua última aparição foi na Copa de 2010, quando terminou na lanterna do Grupo F, atrás de Nova Zelândia, Eslováquia e Paraguai. A Itália somou dois pontos, após empatar por 1 a 1 com o Paraguai na estreia, repetir o placar contra a Nova Zelândia e perder por 3 a 2 para a Eslováquia.

Depois, a seleção disputou a Copa de 2014 e também foi eliminada, mas sem passar pelo vexame de terminar na lanterna. A Itália ficou em 3º lugar no Grupo D, com 3 pontos, atrás de Uruguai e Costa Rica e à frente da Inglaterra, que somou apenas um ponto. Os italianos venceram os ingleses por 2 a 1 na estreia, mas depois perderam para Costa Rica e Uruguai por 1 a 0.

Depois disso,ficou fora da Copa do Mundo. Em 2018, foi eliminada pela Suécia na repescagem europeia após perder o jogo de ida por 1 a 0. A equipe não conseguiu sair do empate sem gols na volta, em Milão, e ficou fora do Mundial pela primeira vez em 60 anos. 

Foto: AFP PHOTO/Miguel MEDINA

Já em 2022, a seleção também foi eliminada na repescagem europeia, dessa vez por um adversário considerado mais fraco que o anterior: a Macedônia do Norte. A derrota por 1 a 0 foi tratada como um vexame para a Itália.

O time, inclusive, era um dos favoritos nas Eliminatórias para a Copa, já que havia sido campeão da Eurocopa de 2020 com atuação decisiva de Donnarumma, eleito o melhor jogador do torneio, além de contar com a dupla de zaga formada por Leonardo Bonucci e Giorgio Chiellini e com o maestro do meio-campo Jorginho. 

Na próxima edição da Copa, a Itália também não participará, pois foi eliminada na repescagem europeia por outro adversário considerado fraco: a Bósnia e Herzegovina. A seleção caiu nos pênaltis por 4 a 1, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.

Foto: FIGC/Claudio Villa

Entre os motivos para a crise da seleção italiana estão a formação de jogadores, uma das maiores médias de idade entre as seleções, a falta de atacantes fortes, problemas táticos pela dificuldade de se adaptar ao futebol atual e até uma crise no próprio futebol italiano, com clubes mais frágeis e menos investimento desde o Calciopoli, em 2006, que deixou marcas profundas na liga italiana. 

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais