A convocação para a Copa do Mundo não mexe apenas com a Seleção Brasileira. Ela também impacta diretamente o caixa dos clubes. A Fifa paga uma compensação financeira às equipes que liberam jogadores para defender seus países no Mundial. Para 2026, o valor estimado é de cerca de US$ 11 mil por dia, o equivalente […]
A convocação para a Copa do Mundo não mexe apenas com a Seleção Brasileira. Ela também impacta diretamente o caixa dos clubes. A Fifa paga uma compensação financeira às equipes que liberam jogadores para defender seus países no Mundial.
Para 2026, o valor estimado é de cerca de US$ 11 mil por dia, o equivalente a aproximadamente R$ 53,8 mil, para cada atleta convocado.
Na prática, isso significa que cada jogador chamado por Carlo Ancelotti pode render pelo menos US$ 250 mil, cerca de R$ 1,2 milhão, ao clube em um cenário de eliminação ainda na fase de grupos.
Se o Brasil avançar, a conta aumenta, porque o pagamento continua enquanto o atleta seguir à disposição da Seleção.
Como funciona o pagamento da Fifa
O dinheiro faz parte do Programa de Benefícios para Clubes, criado para compensar equipes que cedem atletas para a Copa do Mundo. A lógica é simples: quanto mais tempo o jogador fica com a seleção, maior o valor pago ao clube.
Para a Copa de 2026, a Fifa separou US$ 355 milhões para distribuir aos clubes. O valor representa um aumento de quase 70% em relação à edição anterior. Em 2022, foram pagos US$ 209 milhões a 440 clubes de 51 federações.
A novidade é que o programa ficou mais amplo. Pela primeira vez, clubes que liberaram jogadores para as Eliminatórias da Copa de 2026 também poderão receber parte da compensação, mesmo que o atleta não dispute a fase final do torneio.
Quanto os clubes dos convocados do Brasil podem receber
Entre os clubes brasileiros, o Flamengo aparece como o maior beneficiado na lista da Seleção. O Rubro-Negro pode receber US$ 1 milhão, cerca de R$ 5 milhões, por quatro jogadores convocados: Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá. O cálculo considera apenas os atletas chamados pelo Brasil.
Outros clubes também entram na conta. O Santos pode receber US$ 250 mil por Neymar. O Grêmio tem a mesma estimativa por Weverton. Já o Botafogo também pode embolsar US$ 250 mil por Danilo Santos.
Na Europa, alguns clubes podem receber valores maiores pela presença de mais de um atleta. O Arsenal pode ganhar US$ 500 mil por Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli. O Manchester United aparece com o mesmo valor por Casemiro e Matheus Cunha. O Zenit também pode chegar a US$ 500 mil por Douglas Santos e Luiz Henrique.
Por que isso importa para os clubes
O valor pode parecer pequeno perto de grandes transferências. Mas, para muitos clubes, a compensação da Fifa representa uma receita relevante. Além disso, o pagamento funciona como reconhecimento pelo uso dos atletas em uma competição que interrompe ou afeta o calendário dos times.
Também existe um efeito esportivo. O clube perde o jogador por semanas, assume riscos físicos e ainda pode vê-lo voltar desgastado ou lesionado. Por isso, a compensação tenta equilibrar parte dessa conta.
No fim, a Copa também vira uma disputa financeira indireta. Quanto mais convocados um clube tem, mais dinheiro pode receber. E quanto mais longe a seleção avança, maior fica o valor. Ou seja: para os times, torcer pelo Brasil também pode significar reforço no caixa.
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