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Conheça Marrocos, o primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo

Seleção marroquina chega com novo treinador, desfalques e estilo de jogo diferente.

Imagem: Reprodução / Fifa.com

O primeiro compromisso do Brasil na Copa do Mundo é contra Marrocos. Por ser uma seleção menos conhecida, de sucesso recente, nem todo mundo sabe o que esperar desse adversário.  Quarta colocada no Mundial do Catar, a equipe africana chega para 2026 em uma transição de estilo de jogo, já que trocou de treinador após […]

O primeiro compromisso do Brasil na Copa do Mundo é contra Marrocos. Por ser uma seleção menos conhecida, de sucesso recente, nem todo mundo sabe o que esperar desse adversário. 

Quarta colocada no Mundial do Catar, a equipe africana chega para 2026 em uma transição de estilo de jogo, já que trocou de treinador após a Copa Africana das Nações, no começo de 2026.  Walid Regragui saiu, e quem entrou em seu lugar foi Mohamed Ouahbi, que comandava o time sub-20 do país.

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Na base, Ouahbi ganhou destaque ao conquistar a última Copa do Mundo sub-20, realizada  ano passado, no Chile. Os garotos marroquinos venceram a Argentina na final.

Como chega

A troca de treinadores tem um peso importante para a equipe, já que os estilos de jogo de ambos são muito distintos. Se o time que chegou às semifinais do último Mundial ficou conhecido por sua solidez defensiva, o novo comando chega com uma ideia mais ousada.

Marrocos quer jogar um futebol ofensivo, no campo adversário, mas chega à Copa sem ter sido tão testado com esse modelo de jogo. Outra diferença está no aproveitamento dos jogadores jovens. A expectativa é que Mohamed Ouahbi utilize os garotos em seu esquema, já que tem experiência no comando de categorias de base.

Nos amistosos pré-Copa, Marrocos goleou Burundi e Madagascar, mas, como são seleções bem inferiores, não deu para ter uma noção tão grande do futebol da equipe. Os jogos apenas confirmaram o estilo mais ofensivo de Ouahbi. Já nos Estados Unidos, os marroquinos encerraram a preparação contra a Noruega, em empate por 1 a 1. Nessa partida, a postura dos africanos foi bastante elogiada, justamente pelo volume no ataque e pelas chances criadas.

Outro detalhe é a invencibilidade do time: são 29 jogos sem perder, desde agosto de 2025, quando perdeu para a Quênia por 1 a 0. A polêmica por trás dessa sequência é que na final da Copa Africana de Nações, em 18 de janeiro de 2026, a seleção de Marrocos foi derrotada em campo por Senegal por 1 a 0. No entanto, a série invicta foi salva no tribunal esportivo.

Como os atletas de Senegal deixaram o gramado por alguns minutos durante o jogo, a Confederação Africana de Futebol (CAF) cancelou aquele placar meses depois. A entidade decretou a vitória oficial de Marrocos por 3 a 0 por W.O. Com essa mudança nos papéis, a derrota em campo deixou de existir nos registros oficiais.

Como os atletas de Senegal deixaram o gramado por alguns minutos durante o jogo, a Confederação Africana de Futebol (CAF) cancelou aquele placar meses depois. A entidade decretou a vitória oficial de Marrocos por 3 a 0 por W.O.. Com essa mudança nos papéis, a derrota em campo deixou de existir nos registros oficiais.

A notícia ruim para a comissão técnica são os cortes por lesão. O defensor Nayef Aguerd, do Olympique de Marselha, e o bom ponta-esquerda Abde Ezzalzouli, do Betis, não conseguiram se recuperar a tempo e estão fora da Copa. Além disso, o lateral Noussair Mazraoui, do Manchester United, está fora da estreia, ainda sem condições de entrar em campo.

Com quem se preocupar

Achraf Hakimi: lateral do PSG e um dos melhores do mundo na posição. Tem muita liberdade para atacar, tanto por fora quanto por dentro, e pode ser uma das principais armas ofensivas de Marrocos.

Brahim Díaz: meia do Real Madrid e principal nome do ataque marroquino. Joga pelo mesmo lado de Hakimi, o direito, mas costuma cair mais por dentro do que buscar a linha de fundo.

Caminho para a vitória brasileira

Com os desfalques pelo lado direito, tanto de Ezzalzouli quanto de Mazraoui, a Seleção Brasileira pode explorar esse setor. Além disso, uma boa estratégia pode ser ficar com a bola. Como o novo estilo de jogo marroquino é mais dominante, quanto menos Marrocos tiver a posse, melhor para o Brasil. 

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