Bélgica e Irã empataram por 0 a 0 neste domingo (21), no Estádio de Los Angeles, pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo. A seleção belga teve mais iniciativa, tentou acelerar com De Bruyne e seus jogadores de lado, mas encontrou um Irã compacto, disciplinado e perigoso nas bolas paradas. Os iranianos […]
Bélgica e Irã empataram por 0 a 0 neste domingo (21), no Estádio de Los Angeles, pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo.
A seleção belga teve mais iniciativa, tentou acelerar com De Bruyne e seus jogadores de lado, mas encontrou um Irã compacto, disciplinado e perigoso nas bolas paradas. Os iranianos ainda chegaram a marcar com Taremi, mas o lance foi anulado por impedimento.
Com o resultado, as duas seleções chegam a dois pontos e deixam a chave completamente aberta antes da última rodada. A Bélgica enfrenta a Nova Zelândia, enquanto o Irã encara o Egito.
Resumo do jogo e análise tática
A Bélgica teve mais bola, mas voltou a sofrer para transformar posse em chance limpa. O Irã defendeu em bloco médio/baixo, fechou o corredor central e forçou os belgas a buscar cruzamentos e finalizações de fora. Quando recuperava, tentava acelerar com Taremi e explorar bolas paradas. A expulsão de Ngoy mudou o fim do jogo e deixou a Bélgica ainda mais limitada ofensivamente.
Herói
Beiranvand foi o grande nome da partida. O goleiro iraniano segurou a Bélgica nos momentos mais perigosos e deu segurança a uma defesa que passou boa parte do jogo protegendo a própria área.
A atuação teve peso maior porque o Irã precisava competir emocionalmente em um jogo difícil. Beiranvand não apenas fez defesas importantes, mas também ajudou a controlar o ritmo nos momentos de maior pressão belga.
Vale a pena ficar de olho
O Irã mostrou uma organização defensiva que pode pesar na última rodada. A equipe não se limitou a sofrer pressão: bloqueou bem o centro, encurtou o espaço entre as linhas e usou bolas paradas como arma real.
Esse detalhe importa porque o Grupo G está muito equilibrado. Se repetir esse nível de concentração contra o Egito, o Irã tem condições de brigar diretamente por uma vaga no mata-mata, mesmo sem ser a equipe mais técnica da chave.
Vilão
A Bélgica voltou a decepcionar na construção ofensiva. A equipe teve nomes fortes em campo, mas pouco repertório para desmontar uma defesa compacta. De Bruyne tentou acelerar, mas recebeu muita pressão e encontrou poucos espaços entre as linhas.
A expulsão de Ngoy também pesou. Com um jogador a menos, a Bélgica perdeu força para pressionar no fim e precisou aceitar um empate frustrante. Para uma seleção que entrou como favorita do grupo, dois empates em dois jogos deixam um alerta claro.
Números que importam
Taremi chegou a marcar para o Irã, mas o gol foi anulado por impedimento em jogada de bola parada.
Beiranvand fez defesas importantes contra De Bruyne, Tielemans e De Cuyper.
Ngoy foi expulso aos 23 minutos do segundo tempo e deixou a Bélgica com dez jogadores.
Bélgica e Irã chegam a dois empates em dois jogos no Grupo G.
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