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Lionel Messi passou a carreira quebrando recordes. Em Copas do Mundo, virou símbolo de longevidade, decidiu a conquista da Argentina em 2022 e ampliou ainda mais sua coleção de marcas históricas no torneio.
Mas nem tudo no território de Pelé foi alcançado.
O Rei segue à frente de Messi em três aspectos importantes de Copa do Mundo: títulos conquistados, gols marcados em finais e assistências, ainda que este último dado dependa do critério usado por cada levantamento estatístico.
Títulos: Pelé ainda está sozinho no topo
A marca mais forte de Pelé em Copas continua praticamente inalcançável: três títulos mundiais. O brasileiro foi campeão em 1958, 1962 e 1970. Até hoje, nenhum outro jogador venceu três edições da Copa do Mundo.
Messi conquistou seu primeiro Mundial em 2022, no Catar, ao liderar a Argentina na campanha do tricampeonato. Foi o título que faltava para completar sua história pela seleção.

Ainda assim, no recorte de Copas, Pelé segue distante. Mesmo que Messi conquiste outro Mundial, chegaria a dois títulos. Para igualar o Rei, precisaria de três Copas vencidas. Para superá-lo, quatro.
Gols em finais: Pelé fez três; Messi tem dois
Pelé também leva vantagem sobre Messi em gols marcados em finais de Copa. O brasileiro balançou a rede duas vezes na decisão de 1958, contra a Suécia, e marcou mais uma vez na final de 1970, contra a Itália. Ao todo, foram três gols em finais.

Messi tem dois gols em decisões de Copa, ambos marcados contra a França, na final de 2022. Em 2014, quando a Argentina perdeu para a Alemanha, o camisa 10 passou em branco.
Pelé não é mais o líder absoluto desse ranking. Kylian Mbappé chegou a quatro gols em finais de Copa, com um em 2018 e três em 2022. Mas, na comparação direta com Messi, Pelé ainda está à frente.
Assistências: o dado que exige cuidado
A discussão sobre assistências em Copas é mais complexa. Isso acontece porque os registros das edições antigas não seguem sempre o mesmo padrão das estatísticas modernas.
Em levantamentos históricos que consideram toda a trajetória de Pelé em Mundiais, o brasileiro aparece com vantagem sobre Messi. Algumas bases apontam Pelé com nove ou dez assistências em Copas. Messi, antes da edição de 2026, era creditado com oito assistências.

No entanto, bases que trabalham com dados mais padronizados a partir de 1966 chegam a outra leitura. Como a Copa de 1958 fica fora desse recorte, Pelé perde parte dos números, enquanto Messi aparece no topo ao lado de Maradona.
Por isso, a forma mais correta de tratar o tema é com contexto: no levantamento histórico amplo, Pelé ainda aparece à frente em assistências; no recorte estatístico moderno, a comparação muda.
Duas grandezas diferentes
Messi construiu uma trajetória gigantesca em Copas. Foi campeão, protagonista, artilheiro, garçom e símbolo de uma geração argentina que saiu da frustração para a glória.
Mas Pelé ainda guarda marcas que explicam por que ele é o maior da história. Três Copas vencidas, gols em duas finais diferentes e participação direta em decisões colocam o Rei em um lugar único.

No fim, a comparação não diminui Messi. Pelo contrário. Mostra o tamanho do desafio que é alcançar Pelé em Copa do Mundo. Mesmo para um dos maiores jogadores de todos os tempos, algumas marcas do brasileiro ainda seguem de pé.
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