Cabo Verde empatou sem gols com a Arábia Saudita nesta sexta-feira (26), em Houston, e conseguiu uma histórica classificação para a segunda fase da Copa do Mundo. Os africanos, que participam pela primeira vez de um Mundial, chegaram aos três pontos no Grupo H e contaram com a vitória da líder Espanha, que somou sete, […]
Cabo Verde empatou sem gols com a Arábia Saudita nesta sexta-feira (26), em Houston, e conseguiu uma histórica classificação para a segunda fase da Copa do Mundo. Os africanos, que participam pela primeira vez de um Mundial, chegaram aos três pontos no Grupo H e contaram com a vitória da líder Espanha, que somou sete, sobre o Uruguai, que ficou em terceiro com dois, para assegurar a vaga na segunda colocação. Com um ponto, os sauditas foram eliminados.
No mata-mata, Cabo Verde terá pela frente a atual campeã Argentina, em confronto que colocará frente a frente o goleiro Vozinha e o craque Lionel Messi.
Detalhe dos 90 minutos
Sabendo que um empate seria suficiente para passar de fase caso a Espanha vencesse o Uruguai, Cabo Verde jogou com o regulamento embaixo do braço. Desde o início, os africanos demonstraram controle da partida sem se arriscar. Os três empates na fase de grupos são reflexo da convicção no plano de jogo.
Herói
O técnico Pedro Bubista montou esquemas para segurar Espanha e Uruguai, além de controlar a Arábia Saudita. O comandante cabo-verdiano mostrou que o foco na classificação era mais importante que o jogo bonito e conseguiu atingir o objetivo com três empates.
Vilão
O pobre futebol da Arábia Saudita. Com um campeonato local cheio de estrelas, esperava-se que o desempenho da seleção saudita fosse melhor na Copa do Mundo. No entanto, com apenas um ponto somado e três exibições abaixo da crítica, os sauditas deixam o Mundial com sensação de decepção.
Números que importam
3 – Cabo Verde é a primeira seleção a passar da fase de grupos com três empates desde o Chile na Copa de 1998.
2 – Vozinha é o terceiro goleiro na história com mais de 40 anos a conseguir ficar pelo menos dois jogos de Copa sem sofrer gols. Antes dele, o feito foi atingido pelo inglês Peter Shilton (três jogos) e pelo italiano Dino Zoff (dois jogos).
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