A República Democrática do Congo venceu o Uzbequistão por 3 a 1 neste sábado (27), no Estádio de Atlanta, pela última rodada do Grupo K da Copa do Mundo. Shomurodov abriu o placar logo no início, com um golaço de cobertura, mas a seleção congolesa reagiu depois do intervalo. Wissa empatou de pênalti, Mayele virou […]
A República Democrática do Congo venceu o Uzbequistão por 3 a 1 neste sábado (27), no Estádio de Atlanta, pela última rodada do Grupo K da Copa do Mundo.
Shomurodov abriu o placar logo no início, com um golaço de cobertura, mas a seleção congolesa reagiu depois do intervalo. Wissa empatou de pênalti, Mayele virou poucos minutos depois, e Wissa marcou novamente nos acréscimos para confirmar a vitória.
Com o resultado, a RD Congo terminou a fase de grupos com quatro pontos, avançou como uma das melhores terceiras colocadas e vai enfrentar a Inglaterra no mata-mata. O Uzbequistão se despediu sem pontuar.
Resumo do jogo e análise tática
O Uzbequistão começou melhor e aproveitou um espaço nas costas da defesa para abrir o placar. A RD Congo sentiu o gol, teve dificuldade para acelerar no primeiro tempo e ainda viu Mbuku ter um gol anulado após revisão do VAR.
Na volta do intervalo, o cenário mudou. A equipe congolesa subiu as linhas, ocupou melhor a área e passou a pressionar com mais presença física. O pênalti convertido por Wissa destravou o jogo, Mayele completou a virada, e a RD Congo controlou emocionalmente os minutos finais até transformar a vitória em classificação.
Herói
Yoane Wissa foi o nome da partida. O atacante chamou a responsabilidade no pênalti do empate e mudou o peso emocional do jogo.
Depois, nos acréscimos, voltou a aparecer para fechar a vitória com uma finalização precisa. Em uma partida de sobrevivência, Wissa entregou frieza, decisão e protagonismo. Foi a atuação que colocou a RD Congo no mata-mata.
Vale a pena ficar de olho
A classificação tem peso histórico. A RD Congo voltou à Copa após décadas de ausência e conseguiu transformar uma campanha de resistência em vaga na fase eliminatória.
O time não teve vida fácil no grupo. Empatou com Portugal, perdeu para a Colômbia por margem curta e chegou à última rodada pressionado.
Mesmo assim, mostrou força mental para virar um jogo decisivo. Contra a Inglaterra, precisará repetir a intensidade do segundo tempo e ser ainda mais eficiente nas transições.
Vilão
O Uzbequistão deixou escapar a chance de terminar sua primeira Copa com um grande resultado. O golaço de Shomurodov deu esperança, mas a equipe recuou demais e perdeu intensidade depois do intervalo.
A defesa não conseguiu controlar a pressão congolesa, cometeu o pênalti do empate e sofreu a virada em um momento decisivo. Para uma seleção estreante, a campanha termina sem pontos, mas com alguns sinais de competitividade para o futuro.
Números que importam
Wissa marcou duas vezes na vitória congolesa.
Mayele fez o gol da virada no segundo tempo.
A RD Congo avançou ao mata-mata com quatro pontos.
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