A maldição do Grupo F segue viva na Copa do Mundo de 2026. A chave que tinha Holanda, Japão, Suécia e Tunísia colocou três seleções no mata-mata, mas não resistiu à primeira fase eliminatória. Japão, Holanda e Suécia avançaram, alimentaram a possibilidade de quebrar uma escrita que atravessa décadas, mas todas caíram antes das oitavas. […]
A maldição do Grupo F segue viva na Copa do Mundo de 2026.
A chave que tinha Holanda, Japão, Suécia e Tunísia colocou três seleções no mata-mata, mas não resistiu à primeira fase eliminatória. Japão, Holanda e Suécia avançaram, alimentaram a possibilidade de quebrar uma escrita que atravessa décadas, mas todas caíram antes das oitavas.
O tabu, agora, ganha mais um capítulo. Desde 1982, quando a Copa passou a ter o Grupo F na primeira fase, nenhuma seleção que saiu dessa chave terminou campeã mundial.
Três classificados, três eliminações
O Grupo F terminou como uma das chaves mais competitivas da fase inicial. A Holanda ficou em primeiro, com sete pontos. O Japão avançou em segundo, com cinco. A Suécia, terceira colocada, também passou como uma das melhores seleções entre os terceiros lugares. Apenas a Tunísia ficou pelo caminho ainda na primeira fase.
No mata-mata, porém, a força do grupo desapareceu.
O Japão foi o primeiro a cair. A seleção asiática chegou a assustar o Brasil, saiu na frente, mas sofreu a virada por 2 a 1 em Houston. Casemiro empatou, e Gabriel Martinelli marcou nos acréscimos o gol que levou a Seleção Brasileira às oitavas.

Depois, foi a vez da Holanda. Líder do Grupo F e uma das seleções mais tradicionais do torneio, a equipe de Ronald Koeman empatou por 1 a 1 com Marrocos e perdeu nos pênaltis por 3 a 2. A eliminação derrubou o nome mais forte da chave.
A Suécia fechou a lista. Depois de avançar em terceiro lugar, a equipe enfrentou a França e perdeu por 3 a 0. Com isso, todos os representantes do Grupo F foram eliminados antes das oitavas de final.
Por que essa estatística chama atenção
O peso da “maldição” está na repetição. O Grupo F já teve seleções históricas, favoritas e campeãs vigentes. Mesmo assim, nenhuma delas saiu daquela chave para levantar a taça.
Em 1982, o Brasil de Zico, Sócrates e Falcão estava no Grupo F e caiu no jogo histórico contra a Itália. Já 2002, a Argentina foi eliminada ainda na primeira fase no chamado “grupo da morte”. Em 2006, o Brasil de Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Adriano também veio do Grupo F e parou nas quartas diante da França.

A Itália de 2010, então campeã mundial, caiu na fase de grupos. Em 2014, a Argentina chegou à final depois de sair do Grupo F, mas perdeu para a Alemanha. Depois em 2018, a Alemanha, campeã de 2014, caiu ainda na primeira fase em uma chave com Suécia, México e Coreia do Sul.
Em 2022, o Grupo F teve Bélgica, Croácia, Marrocos e Canadá. Croácia e Marrocos fizeram campanhas fortes e chegaram longe, mas o título ficou com a Argentina, que vinha do Grupo C.
2026 parecia ter chance de quebrar a escrita
A edição de 2026 parecia oferecer uma chance real de fim do tabu. A Holanda liderou o grupo e tinha elenco para fazer campanha longa. O Japão chegou invicto ao mata-mata e mostrava organização coletiva. A Suécia avançou com um ataque capaz de produzir bons momentos, apesar da irregularidade.
Mas o roteiro foi cruel para a chave.

O Japão caiu no detalhe contra o Brasil. A Holanda perdeu em uma disputa de pênaltis marcada por erros. A Suécia foi superada sem grande resistência pela França. Em três dias, o Grupo F passou de ameaça no mata-mata a grupo completamente eliminado.
O tabu segue para 2030
Com as quedas de Japão, Holanda e Suécia, a Copa de 2026 não terá campeão vindo do Grupo F. A estatística, portanto, continua intacta.
O dado não explica futebol sozinho. Grupos não carregam força mística, e cada edição tem contexto próprio. Mas a repetição transforma a curiosidade em narrativa. E Copa do Mundo vive também dessas histórias.

Desde 1982, grandes seleções passaram pelo Grupo F. Algumas caíram cedo. Outras chegaram perto. Nenhuma foi até o fim.
Em 2026, a maldição teve três chances de cair. Sobreviveu às três.
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