Na última segunda-feira (29), ainda antes do intervalo da partida entre Brasil e Japão, Lucas Paquetá sentiu o músculo posterior da coxa esquerda e precisou ser substituído. A CBF informou em comunicado que o jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, mas que está fora do jogo das oitavas de final no próximo domingo. Participe […]
Na última segunda-feira (29), ainda antes do intervalo da partida entre Brasil e Japão, Lucas Paquetá sentiu o músculo posterior da coxa esquerda e precisou ser substituído. A CBF informou em comunicado que o jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, mas que está fora do jogo das oitavas de final no próximo domingo.
Para o segundo tempo contra os japoneses, Carlo Ancelotti escolheu Endrick para a vaga do camisa 20, mas o atacante não era a única alternativa no banco.
Veja os possíveis substitutos para a partida das oitavas caso Paquetá não tenha condições de jogo:
Endrick
Vamos começar pelo que foi o primeiro escolhido. Endrick entrou no lugar de um meio-campista, mas não fez essa função. Depois do intervalo, o Brasil voltou ao 4-2-4, com ele e Matheus Cunha formando a dupla de ataque.
Como Cunha costuma baixar para participar da construção, Endrick não precisou repetir o papel de Paquetá por dentro. Ainda assim, o atacante ajudou a dar profundidade ao time e, em alguns momentos, serviu como opção para desafogar o Brasil.
Danilo Santos
O jogador do Botafogo foi a grande surpresa dos jogos pré-Copa e foi ali que garantiu a convocação para o Mundial. Danilo tem características mais parecidas com as de Paquetá, principalmente pisando na área. Além disso, ajuda muito na saída de bola e na intensidade do meio de campo.
Neymar
A opção por Neymar se aproxima da escolha por Endrick mais pelo posicionamento do que pelas características. Enquanto Endrick ataca mais o espaço, Neymar daria mais qualidade ao passe, sairia mais da área e participaria mais da construção.
Até pelas questões físicas, é difícil imaginar o camisa 10 exercendo a mesma função de Paquetá, com intensidade para ocupar o meio e recompor na marcação. Por isso, caso Ancelotti recue Matheus Cunha no momento defensivo, Neymar poderia ter mais liberdade no ataque, alternando posicionamento com o próprio Cunha nos momentos ofensivos.
Ederson
Para isso acontecer, Ancelotti teria que abandonar o 4-2-4. Ainda assim, seria uma alternativa interessante pela liberdade que daria a Bruno Guimarães. Um dos principais nomes do Brasil na competição, o meio-campista soma quatro assistências em quatro jogos e poderia aparecer mais à frente com a proteção de um jogador mais defensivo no setor.
Martinelli
Martinelli é um jogador de beirada. Mas, pelo que Ancelotti mostrou contra o Japão, também pode ser usado como segundo atacante, atuando mais por dentro. Ele também teria liberdade para se aproximar de Vinicius Júnior, tabelar pelo lado e alternar movimentos com o camisa 7.
O duelo contra os japoneses marcou a primeira vez em que Ancelotti repetiu uma escalação no comando da Seleção. Mas, com a lesão do meia do Flamengo, o Brasil volta praticamente à estaca zero. As opções são boas, embora a ausência de Paquetá deva ser sentida. Resta confiar que o treinador já tenha uma solução bem desenhada para o próximo desafio.
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