O Brasil enfrenta a Noruega nesse domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O principal perigo para a Seleção Brasileira é o atacante Erling Haaland, que já marcou cinco gols neste Mundial. Mas antes de Haaland, outro centroavante norueguês já havia assombrado o Brasil. Tore André Flo, […]
O Brasil enfrenta a Noruega nesse domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O principal perigo para a Seleção Brasileira é o atacante Erling Haaland, que já marcou cinco gols neste Mundial.
Mas antes de Haaland, outro centroavante norueguês já havia assombrado o Brasil. Tore André Flo, atacante de 1,93 m que brilhou pela Noruega nos anos 1990, virou um dos grandes personagens do tabu brasileiro contra os europeus.
Flo enfrentou a Seleção Brasileira apenas duas vezes. O suficiente para construir status de carrasco. Foram duas vitórias, três gols, uma assistência e um pênalti sofrido em jogos contra o Brasil.
A marca chama ainda mais atenção porque os dois confrontos aconteceram em um intervalo curto, entre 1997 e 1998, justamente contra uma geração brasileira recheada de craques.
Os números de Flo contra o Brasil
| Data | Jogo | Competição | Números de Flo |
|---|---|---|---|
| 30/05/1997 | Noruega 4 x 2 Brasil | Amistoso | 2 gols e 1 assistência |
| 23/06/1998 | Brasil 1 x 2 Noruega | Copa do Mundo | 1 gol e pênalti sofrido |
| Total | 2 jogos | 3 gols, 1 assistência e 1 pênalti sofrido |
Nos dois jogos em que Flo esteve em campo, a Noruega marcou seis gols contra o Brasil. O atacante teve participação direta em cinco deles, contando o pênalti sofrido em 1998.
O dia em que nasceu o “Flonaldo”
A primeira grande atuação veio em maio de 1997, em amistoso disputado em Oslo. A Noruega venceu o Brasil por 4 a 2, em uma partida que virou símbolo da força física norueguesa contra a defesa brasileira.
Flo marcou duas vezes. Primeiro, fez o 2 a 0. Depois, marcou o 3 a 1, em lance que teve assistência de Alf-Inge Haaland, pai de Erling Haaland. No fim, ainda participou do quarto gol, com assistência de cabeça para Egil Østenstad.
A atuação rendeu ao atacante o apelido de “Flonaldo”, uma brincadeira com Ronaldo Fenômeno. O Brasil tinha nomes como Taffarel, Cafu, Roberto Carlos, Dunga, Romário e Ronaldo, mas quem saiu daquela noite como protagonista foi o camisa 9 norueguês.
O trauma de 1998
Um ano depois, Flo voltou a ser decisivo. Na Copa do Mundo da França, o Brasil já estava classificado para as oitavas, mas entrou em campo com boa parte da força principal contra a Noruega.
Bebeto abriu o placar no segundo tempo, e a vitória parecia encaminhada. Até que Flo apareceu. Aos 38 minutos da etapa final, recebeu pela esquerda, passou por Júnior Baiano e bateu na saída de Taffarel para empatar.

Pouco depois, veio o lance mais lembrado da partida. Júnior Baiano puxou a camisa de Flo dentro da área, e o árbitro marcou pênalti. Kjetil Rekdal cobrou e virou o jogo para 2 a 1.
A imagem do puxão só ficou clara depois, em um novo ângulo de televisão. Mas, para a história, o lance já estava marcado: Flo havia feito o gol de empate e provocado o pênalti da virada.
Por que ele ainda importa antes de Brasil x Noruega
O reencontro entre Brasil e Noruega nas oitavas da Copa de 2026 resgata esse passado. Flo não está mais em campo, mas a memória dele ajuda a explicar por que o confronto tem um peso diferente para os brasileiros.
Agora, o papel de centroavante norueguês dominante pertence a Haaland. A comparação não é direta em tamanho de carreira, porque o atacante do Manchester City já está em outro patamar mundial. Mas a lógica do incômodo é parecida: força física, presença de área e capacidade de decidir com pouco espaço.
Flo foi o primeiro grande pesadelo norueguês do Brasil. Haaland tenta ser o próximo.
E, para a Seleção, o recado histórico é simples: contra a Noruega, o perigo quase sempre começa no camisa 9.
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