A Inglaterra terá um desafio que vai além do México nas oitavas de final da Copa do Mundo: a altitude do Estádio Azteca. O palco da partida, na Cidade do México, fica a mais de 2.200 metros acima do nível do mar e impõe uma condição pouco comum para os ingleses, que não estão acostumados […]
A Inglaterra terá um desafio que vai além do México nas oitavas de final da Copa do Mundo: a altitude do Estádio Azteca. O palco da partida, na Cidade do México, fica a mais de 2.200 metros acima do nível do mar e impõe uma condição pouco comum para os ingleses, que não estão acostumados a atuar nesse tipo de ambiente.
Segundo o jornal inglês The Sun, estudos já mostraram que o Viagra, medicamento conhecido principalmente pelo tratamento da disfunção erétil, pode ajudar a reduzir sintomas sentidos em grandes altitudes. A substância atua na redução da pressão arterial nos pulmões e, por isso, poderia amenizar efeitos como fadiga e tontura.
Apesar disso, não há qualquer evidência de que jogadores da Inglaterra pretendam usar Viagra antes da partida. O tema aparece apenas como parte da discussão sobre alternativas para lidar com os efeitos da altitude na Cidade do México.
Altitude vira obstáculo para os ingleses e trunfo para o México
A seleção terá apenas dois dias para se adaptar ao ambiente depois da chegada nesta sexta-feira (3), e o técnico Thomas Tuchel deve avaliar maneiras de preparar a equipe para as condições do Azteca. Os aspectos físicos ainda não os únicos, já que em estádios com essa condição, a bola tende a ser mais veloz, podendo surpreender os goleiros e na troca de passes entre os jogadores mal-acostumados.
Do outro lado, o México conhece bem esse cenário. A seleção mexicana está acostumada ao Azteca e costuma transformar o estádio em uma vantagem importante. Nos últimos 56 anos, o México perdeu apenas duas vezes atuando no local.
Os poucos dias da delegação inglesa em território mexicano também se deu a partir de uma decisão do treinador. A Inglaterra voltou para sua base de treinamentos em Kansas City após vencer a República Democrática do Congo, em Atlanta, pois Tuchel queria ajustar o plano tático em campo neutro antes da viagem para a Cidade do México.
Estratégia já utilizada na América do Sul
A preocupação com a altitude é comum na Libertadores. Clubes que enfrentam jogos em cidades como La Paz, El Alto e Quito costumam escolher entre duas estratégias: chegar com vários dias de antecedência para tentar se adaptar ou ficar em uma cidade mais baixa e subir apenas poucas horas antes da partida.
A aclimatação não acontece de um dia para o outro. O corpo costuma precisar de alguns dias para começar a responder melhor à altitude, e uma adaptação mais consistente pode levar cerca de uma semana ou mais. Por isso, quando não há tempo suficiente, o que acontece na maioria das vezes, muitos times preferem reduzir a exposição e chegar perto da hora do jogo.
O uso de medicamentos também já apareceu nesse contexto. Em 2015, o River Plate, além de chegar próximo ao horário da partida, recorreu ao sildenafil, substância presente no Viagra, antes de enfrentar o San José, em Oruro, pela Libertadores. Mesmo assim, perdeu por 2 a 0.
Em 2019, o Unión de Santa Fe também usou Viagra/sildenafil antes de enfrentar o Independiente del Valle em Quito, pela Copa Sul-Americana.
Você sabia desse outro lado da substância?
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