Em 89 jogos oficiais dentro do Estádio Azteca, o México perdeu apenas duas vezes. Nunca para uma seleção europeia. É em um dos palcos mais difíceis do futebol mundial e diante de um adversário que, em casa, parece imbatível que a Inglaterra entra em campo neste domingo (5), às 21h, para o duelo das oitavas […]
Em 89 jogos oficiais dentro do Estádio Azteca, o México perdeu apenas duas vezes. Nunca para uma seleção europeia. É em um dos palcos mais difíceis do futebol mundial e diante de um adversário que, em casa, parece imbatível que a Inglaterra entra em campo neste domingo (5), às 21h, para o duelo das oitavas de final da Copa do Mundo.
O retrospecto mexicano no Azteca é assombroso: 70 vitórias, 17 empates e somente dois tropeços em toda a história, ambos por 2 a 1 e de virada: contra Honduras, nas eliminatórias para a Copa de 2014, e contra a Costa Rica, em 2001. Treze anos sem perder dentro de casa. E em nenhuma das duas derrotas o adversário era europeu.
Na Copa de 2026, o Azteca já se provou ainda mais intimidador. O México é uma das duas seleções do torneio (ao lado da Espanha) que ainda não sofreu um gol sequer. Três dos quatro jogos foram disputados na Cidade do México, com vitórias sobre África do Sul (2 a 0), República Tcheca (3 a 0) e Equador (2 a 0). A defesa sólida, a torcida ensandecida e o peso histórico do estádio formam uma combinação que nenhum adversário conseguiu superar neste Mundial.
Altitude, história e Maradona assombram os ingleses
Se o México já seria difícil em campo neutro, o Azteca adiciona camadas extras de dificuldade para a Inglaterra. O estádio fica a 2.240 metros acima do nível do mar, o equivalente a mais de 13 vezes a altitude do estádio mais alto da Inglaterra, The Hawthorns, do West Bromwich, que está a apenas 168 metros. O técnico Thomas Tuchel foi direto ao reconhecer a desvantagem.
“Pelo que sabemos, não há como nos adaptarmos à altitude. Essa é uma enorme vantagem que o México terá. Fisicamente, é simplesmente impossível se adaptar a uma altitude tão elevada nesse período”, admitiu o treinador alemão.
Por fim, há os fantasmas. A última vez que a Inglaterra pisou no Azteca foi nas quartas de final da Copa de 1986, quando saiu eliminada pela Argentina com dois gols que entraram para a eternidade: a “Mano de Dios” e o chamado “gol do século” de Maradona. Quarenta anos depois, o estádio volta a receber os ingleses. O Azteca guarda a memória. E o México sabe disso.
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