Quando o Brasil entrar em campo neste domingo (5) contra a Noruega, às 17h, no MetLife Stadium, os olhos naturalmente vão para Erling Haaland. Mas há outro norueguês no time capaz de dar dor de cabeça à defesa brasileira e que carrega um apelido que torna o duelo ainda mais especial: Antonio Nusa, o “Neymar […]
Quando o Brasil entrar em campo neste domingo (5) contra a Noruega, às 17h, no MetLife Stadium, os olhos naturalmente vão para Erling Haaland. Mas há outro norueguês no time capaz de dar dor de cabeça à defesa brasileira e que carrega um apelido que torna o duelo ainda mais especial: Antonio Nusa, o “Neymar norueguês”.
Aos 21 anos, Nusa chegou à Copa do Mundo não mais como promessa. Titular da seleção comandada por Ståle Solbakken, ele divide o protagonismo ofensivo com Haaland e Martin Odegaard, sendo o responsável por dar velocidade e imprevisibilidade ao ataque norueguês. Destro, atua principalmente pela esquerda e tem o hábito de puxar a jogada para dentro, seja para finalizar, seja para servir os companheiros. Em quatro jogos no Mundial, foram 223 minutos em campo, um gol e três dribles certos.
“Este é o melhor dia da minha vida. É incrível. Estou muito grato por estar aqui e por ter ajudado a Noruega a fazer história”, disse ele após marcar contra a Costa do Marfim nos 16 avos de final.
Trajetória, apelido e idolatria
A trajetória de Nusa tem a velocidade das suas jogadas. Nascido em Langhus, passou pelas categorias de base do Stabæk e estreou como profissional aos 16 anos. Aos 17, já estava na Liga dos Campeões pelo Club Brugge, onde se tornou o segundo jogador mais jovem a marcar em estreia na competição, num 4 a 0 sobre o Porto. Em 2024, o RB Leipzig pagou cerca de 21 milhões de euros para levá-lo à Bundesliga e o investimento consolidou de vez seu espaço na seleção principal.
O apelido de “Neymar norueguês” surgiu cedo, colado no seu estilo de drible e jogada individual. Nusa nunca fugiu da comparação. Pelo contrário, abraçou com orgulho.
“Já disse que o Neymar é meu jogador favorito. Começaram a me chamar assim quando fiz alguns lances. Não escolho meus apelidos, mas gosto do Neymar. Eu tento fazer os dribles dele e, quando dá certo, fica bonito”, contou em entrevista à CBS Sports.
A idolatria vem de longa data. Nusa cresceu assistindo aos lances de Neymar no YouTube e o cita como inspiração central em “Tudo começa com um sonho”, livro que escreveu sobre sua própria trajetória e um dos mais vendidos na Noruega, já em sua terceira edição. Em maio do ano passado, teve o primeiro encontro com o ídolo num amistoso entre RB Leipzig e Santos. “Eu não conseguia acreditar quando aconteceu. Foi a primeira vez que conheci alguém que realmente admiro. Foi um momento incrível”, revelou.
Agora, o encontro será em campo, numa partida oficial, nas oitavas de final de uma Copa do Mundo. “O Neymar é o meu ídolo no futebol desde que eu era muito pequeno. Enfrentá-lo é um sonho virando realidade”, disse ao SBT. Para o Brasil, o romantismo da história termina aí. Nusa chega para complicar, não para admirar.
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