- A Coreia do Sul passou de ver jogos como vício a tratar o gaming como indústria estratégica, com o governo dizendo que jogos não são substâncias viciantes.
- Entre 2019 e 2023, o mercado de jogos doméstico cresceu 47%, chegando a 22,96 trilhões de won; as exportações subiram 41%, para 10,96 trilhões de won; o setor representa quase dois terços das exportações de conteúdo do país.
- O esports, destaque do ecossistema, valia cerca de 257 bilhões de won em 2023 e funciona como vitrine e motor de patrocínios, com a Coreia do Sul ocupando a quarta posição mundial em participação de mercado.
- Na Nongshim Esports academy, em Seul, treinamentos custam cerca de 500 mil won por 20 horas mensais; apenas 1–2% dos aprendizes se tornam jogadores profissionais, já tendo formado 42 profissionais desde 2018.
- Exemplos como Lehends, jogador profissional do Nongshim RedForce, ilustram o caminho de carreira hoje, com o público jovem buscando preparação intensa e clubes apoiando formação, embora com questões de duração de carreira e serviço militar.
Em outubro, o presidente sul-coreano afirmou que jogos não são substâncias viciantes, marcando uma mudança de postura do governo. A transformação acompanha o crescimento do setor no país.
Entre 2019 e 2023, o mercado de games doméstico cresceu 47%, valorizando-se em 22,96 trilhões de won. As exportações de jogos subiram 41%, chegando a 10,96 trilhões de won. O setor de esports aparece como vitrine.
A Coreia do Sul ocupa a quarta posição global em participação de mercado de jogos, atrás de EUA, China e Japão. O ecossistema inclui clubes, ligas e patrocínios de grandes empresas.
Estrutura e academias
Na Nongshim Esports Academy, em Guro, treinadores orientam jovens em salas brancas e espaços de convivência para jogadores. A taxa mensal fica em cerca de 500 mil won por 20 horas de treino.
A taxa de conversão é baixa: aproximadamente 1–2% dos estudantes tornam-se profissionais ou conseguem empregos ligados aos esports, conforme o CEO Evans Oh. Desde 2018, 42 profissionais já se formaram.
Exploram-se rotinas de treino semelhante a esportes de alto rendimento, com análises de jogo, estratégias de equipe e apoio psicológico. Top players podem ganhar dinheiro com salários, premiações e patrocínios.
Lehends, jogador profissional da Nongshim RedForce, e o colega Kingen representam o nível máximo de sucesso que esse caminho pode alcançar. A trajetória evidencia a competitividade exigida pela liga.
Roh Hyun-jun, 22, vive a realidade de quem sonha com a profissionalização, estudando engenharia mecânica como plano B. Ele descreve a sensação de união ao jogar em equipe.
Hwang Sung-hoon, o Kingen, ressalta a necessidade de qualidade constante. A avaliação de desempenho é dura e o mercado é rápido, com rápidas desistências de quem não acompanha o ritmo.
A Liga dos Campeões de League of Legends (LCK) destaca a tradição competitiva sul-coreana. A entidade afirma que o cultivo intenso explica a dominância nacional e o alto nível de prática diária.
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