- Anta, gigante chinesa de roupas esportivas, mira competir com Nike e Adidas e expandir para o Ocidente, mantendo marcas como Arc’teryx e Salomon e adquirindo participação na Puma (29%).
- Fundada em 1991 em Jinjiang, na província de Fujian, a Anta cresceu fabricando calçados em larga escala para marcas globais e vendendo diretamente no mercado chinês.
- Em 2007 abriu capital na Bolsa de Hong Kong, levantando cerca de US$ quatrocentos e cinquenta milhões, e passou a adotar uma estratégia multimarca com aquisições da Fila China e da Amer Sports (Arc’teryx, Salomon), além de deter a Wilson.
- A empresa possui mais de dez mil lojas na China e inaugurou, em fevereiro, a primeira loja nos Estados Unidos, em Beverly Hills, Los Angeles.
- Patrocina atletas de destaque, como Eileen Gu, Klay Thompson e Kyrie Irving, e busca ampliar sua visibilidade externa enquanto enfrenta o desafio de mudar a percepção de marcas chinesas no mercado global.
A Anta, gigante chinesa de roupas esportivas, mira o mercado global para competir com Nike e Adidas. A empresa ampliou seu portfólio com marcas internacionais e avança em planos de presença no Ocidente, ampliando cadeias de suprimentos e redes de lojas.
Fundada em 1991 na cidade de Jinjiang, na província de Fujian, a Anta iniciou como fabricante local de calçados. O crescimento ocorreu ao longo de décadas, com foco na produção para marcas globais e, posteriormente, na construção de sua própria marca e de uma rede de distribuição robusta na China.
Em 2007, a empresa abriu capital em Hong Kong, captando cerca de US$ 450 milhões. A estratégia envolveu aquisições que ajudaram a consolidar o portfólio, incluindo marcas como Fila na China e participação na Amer Sports, dona de Arc’teryx e Salomon. Em 2020, a Anta já controlava a Wilson e, neste ano, passou a deter 29% da Puma.
Expansão internacional
Recentemente, a Anta inaugurou sua primeira loja nos EUA, em Beverly Hills, Los Angeles, em fevereiro. A meta é expandir a presença fora da China com foco em marcas ocidentais já reconhecidas no consumidor global.
A estratégia multimarca permite que a Anta ofereça múltiplas entradas de mercado, usando marcas ocidentais como porta de entrada para consumidores que podem desconfiar de produtos com selo chinês. A abordagem facilita a entrada em varejo premium e esportivo.
Para analistas, o movimento ajuda a evitar a simples imposição de produtos chineses. O objetivo é criar percepção de qualidade e inovação por meio de marcas já consolidadas no exterior.
Competição e contexto global
A Anta opera mais de 12 mil lojas na China e controla mais de 460 pontos de venda no exterior, com planos de atingir mil lojas no Sudeste Asiático nos próximos três anos. Mesmo assim, permanece difícil para a empresa igualar a escala de Nike ou Adidas.
A presença olímpica e patrocínios, como atletas de basquete, ajudam a construir credibilidade global. Ainda assim, a empresa não fechou acordos no mesmo nível de contratos de imagem alcançados por rivais estabelecidos no Ocidente.
Situações globais influenciam o ritmo de expansão. Tarifas norte-americanas impactaram as operações das marcas ocidentais, enquanto a demanda na China se tornou menos estável para nomes estrangeiros. A Anta observa as mudanças com cautela.
Futuro e desafios
Especialistas apontam que a China, com seu ecossistema industrial, está acelerando a automação para reduzir custos e ampliar a competitividade. Para a Anta, o desafio é manter a reputação de qualidade ao competir em mercados sensíveis a preço e percepção.
A empresa reconhece que o caminho é longo e que a concorrência é acirrada. A avaliação é de que a Anta precisa manter inovação e consistência na gestão para sustentar o crescimento internacional.
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