- Oscar Schmidt, ex-jogador de basquete e político, morreu aos 68 anos; foi secretário municipal de Esportes de São Paulo e candidato ao Senado em 1998.
- Na época, concorreu pela chapa de Paulo Maluf, pelo Partido Progressista Brasileiro (PPB), que mais tarde passou a se chamar Partido Progressista (PP).
- Oscar perdeu a eleição para Eduardo Suplicy (PT), recebendo mais de 5,7 milhões de votos (36,9%), enquanto Suplicy teve 43,1%.
- Em entrevista à Folha de S. Paulo, comparou Suplicy a Scottie Pippen, dizendo ter enfrentado um adversário de alto nível no pleito.
- Após a derrota, ele deixou a política, seguiu focado no basquete e, em 2022, rejeitou nova candidatura ao Senado, além de afirmar ter votado em Jair Bolsonaro, mas se arrependeu.
Oscar Schmidt, 68, morreu hoje e deixou uma breve trajetória política. Ele foi secretário municipal de Esportes de São Paulo na gestão de Celso Pitta e candidatou-se ao Senado em 1998 pelo PPB, que depois virou PP.
Na disputa pela vaga, o ex-jogador integrou a chapa de Paulo Maluf. Pela rede de SP, ficou em segundo lugar com cerca de 36,9% dos votos, atrás de Eduardo Suplicy, que teve 43,1%.
Em entrevista, Schmidt comparou Suplicy a Scottie Pippen, dizendo ter enfrentado um adversário de alto nível. O atleta ressaltou o respeito pela experiência do senador e a dificuldade da campanha.
Experiência alucinante, afirmou, e ressaltou que a eleição poderia ampliar sua atuação social. A ideia era beneficiar crianças e adolescentes por meio de leis e projetos, ampliando ações de prevenção.
Campanha e propostas
Durante a campanha, Schmidt defendia a educação como ferramenta de recuperação de menores infratores. Propunha ampliar a rede de escolas, melhorar a qualidade do ensino e valorizar os professores.
Pouco tempo depois, o ex-candidato decidiu abandonar a carreira pública para focar no basquete. Disse que, se tentasse novamente o Senado, aceitaria o desafio.
Retorno a 2022 e posicionamentos
Em 2022, recebeu nova proposta para o Senado, mas recuou, afirmando ter recusado por motivos éticos e pela percepção de influência financeira excessiva. De acordo com a entrevista, o custo político era alto demais.
Nessa mesma época, Schmidt disse ter votado em Jair Bolsonaro, mas manifestou arrependimento pela condução do governo na pandemia, citando descolamento entre promessas e resultados. Também mencionou ter anulado o voto em alguns momentos.
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