- A segunda temporada da Women’s Elite Rugby começa neste fim de semana, com partidas em Massachusetts e Illinois, ampliando a presença da liga semiprofissional nos EUA.
- A liga recebe novo investidor de peso nesta edição: a cantora Meghan Trainor, vencedora de Grammy, conforme anúncio recente.
- O foco é elevar o rugby feminino dos EUA, mirando a evolução do esporte de base para um ambiente profissional e a visibilidade antes da Copa do Mundo de 2033.
- Em termos de trajetória, a primeira temporada reuniu seis times em várias cidades, com o Denver Onyx sagrando-se campeão; nesta temporada há ajustes de venues e expansão.
- A temporada volta a enfrentar dúvidas e debates, incluindo controvérsia sobre mudanças nas regras de jogadores transexuais em rugby feminino, tema que a liga diz não concordar e que pretende acompanhar para manter inclusão.
Dr Jessica Hammond-Graf é presidente e chief sporting officer da Women’s Elite Rugby (WER), a liga semiprofissional de rugby feminino dos EUA. A segunda temporada começa neste sábado, em Massachusetts e Illinois, com o objetivo de elevar o rugby feminino antes da Copa do Mundo de 2033, sediada nos EUA.
A WER nasceu da evolução da antiga Women’s Premier League e busca ampliar o alcance do rugby entre mulheres, superando barreiras do esporte feminino. Hammond-Graf, que teve carreira como jogadora e coach em universidades e clubes, assumiu a liderança externa da liga em 2022 para estruturar o crescimento e profissionalização.
A temporada 2021-22 rendeu lições importantes: as equipes atuaram na Califórnia, Colorado, Chicago, Minneapolis-St Paul, Boston e Nova York, resultando no título do Denver Onyx. A diretiva aponta a necessidade de estágios mais estáveis e venues adequados para a elevação da competição.
Investimento e novos desafios
Nesta segunda edição, entram investidores, entre eles a cantora Meghan Trainor, que reforça o apelo comercial da liga. A presença de novos recursos ocorre em meio a controvérsias sobre regras da USA Rugby para jogadoras trans, tema em debate com implicações olímpicas e federais, com a WER expressando discordância com as mudanças.
Estrutura e expansão
O objetivo é ampliar a base de jogadoras e ampliar o alcance geográfico, com planos de equipes adicionais e maior diversidade de locais. Em 2023, o segundo ano contou com venues renovados, como o Heart Health Park, em Sacramento, e a Benedictine University, em Chicago, como opções de alto nível para treinamentos e partidas.
Motor humano e competitividade
Entre as jogadoras, várias atuam em ligas europeias ou no circuito mundial de sevens, mantendo a competitividade internacional. A equipe do Eagles, por exemplo, integrou atletas de WER em partidas recentes contra seleções internacionais, evidência de um impacto diferente do rugby feminino nos EUA.
Olho no futuro
Hammond-Graf destaca a importância de manter jogos equilibrados para prender a atenção do público e dinamizar o crescimento da base de fãs. A liderança da liga trabalha para ampliar a participação feminina, abordando ainda a captação de talentos em regiões com maior potencial ainda inexplorado.
Conexões com o rugby universitário
A dirigente enfatiza que o rugby pode servir como caminho profissional para novas gerações, citando casos de jogadoras que já enxergam a profissão na modalidade, seja nos EUA ou no exterior. A aposta é na conjunção entre desempenho esportivo e desenvolvimento institucional da liga.
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