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Como o College Football paga jogadores nos EUA: guia básico

Técnicos de futebol americano universitário lideram a folha de pagamento pública em mais da metade dos estados, com Kirby Smart ganhando US$ 13,8 milhões por ano

Kirby Smart, técnico da Universidade da Geórgia, foi o funcionário público mais bem pago dos Estados Unidos em 2025
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  • Kirby Smart, treinador da Universidade da Geórgia, teve o salário de US$ 13,8 milhões em 2024, sendo o funcionário público mais bem pago nos Estados Unidos.
  • Em 2024 e em pesquisas anteriores, treinadores de futebol americano universitário aparecem entre os profissionais públicos mais bem pagos em dezenas de estados.
  • O ensino de alto desempenho do futebol universitário é visto como motor econômico que atrai atletas, gera visibilidade para a universidade e aumenta lucros com produtos.
  • Os salários podem ser pagos, em parte, com fundos privados, como doações, apesar de os treinadores serem considerados funcionários públicos nos estados onde atuam.
  • A entrevista de setembro de 2025 com Greg Byrne, diretor atlético da Universidade de Alabama, explica o efeito cascata: melhor técnico atrai melhores atletas, elevando a reputação e o retorno financeiro da instituição.

O entrenador-chefe do football americano universitário da Universidade da Geórgia, Kirby Smart, foi o funcionário público mais bem pago dos Estados Unidos em 2024, com salário anual de US$ 13,8 milhões (aproximadamente R$ 68 milhões). O dado se mantém entre os mais altos já registrados na gestão pública de estados.

Dados de levantamentos indicam que, em 2024, Smart encerrou o ano como o topo entre todos os servidores públicos, não apenas entre treinadores. Relatórios anteriores, como o Yahoo! Finance de 2019, já apontavam treinadores de futebol universitário na liderança de salários entre funcionários públicos de muitos estados.

Contexto financeiro e funcionamento do modelo

A prática envolve salários pagos, em parte, por fundos privados, como doações a universidades. Assim, técnicos como Smart, Wilcox e Jedd Fisch atuam como funcionários públicos estaduais, mas a maior parte do rendimento pode ter origem de fontes privadas. Essa brecha jurídica é frequente em estados que privilegiam o esporte universitário como motor econômico.

Para além da remuneração, o futebol universitário atrai atletas, aumenta a visibilidade das instituições e influencia receitas com produtos e matrículas. O modelo é complexo e depende de contratos, patrocinadores e mecanismos de captação de recursos, que modulam o pagamento dos treinadores.

Exemplos específicos por estado e impacto

Na Califórnia, o treinador campeão salarial de 2025 foi Justin Wilcox, da Universidade da Califórnia. No noroeste, Jedd Fisch, da Universidade de Washington, também figure como destaque nesse ranking. Esses casos ilustram a diversidade de cenários regionais dentro do mesmo sistema.

O efeito econômico do esporte se estende para além do campus: maior exposição atrai estudantes-atletas e amplia a audiência local. Em muitos casos, a relação entre sucesso esportivo e receita universitária é citada como fator para justificar salários elevados.

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