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Adam Silver: flop no NBA preocupa, jogadores são instruídos a vender faltas

Silver afirma que jogadores são ensinados a vender faltas; aponta melhoria contínua da arbitragem e possibilidade de sistema similar ao Hawk‑Eye para chamadas de bola fora

Adam Silver shared several thoughts on NBA matters during an appearance on Pat McAfee's show on ESPN.
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  • O comissário Adam Silver disse, no The Pat McAfee Show, que a construção de elencos deve melhorar, destacando a importância de scouting fora dos EUA e do topo do draft, citando Brunson, Wembanyama e Gilgeous-Alexander como exemplos.
  • O novo sistema de lottery reduziria as chances do trio de pior campanha de 14% para 5,4%, enquanto as equipes do 4º ao 10º pior teriam 8,1%.
  • Silver afirma que é justo punir o desempenho ruim, comparando com rebaixamentos no futebol europeu, e lembra que times com pior posição mantêm receita de TV e merchandising.
  • Sobre simulações de faltas, ele destacou a diferença entre vender faltas e enganar os árbitros; jogadores são ensinados a “vender chamadas”.
  • Haliburton afirmou que o embellecimento de contato ocorre no desenvolvimento dos atletas; Silver também mencionou melhorias na arbitragem e a possibilidade de sistema tipo Hawk-Eye para faltas fora de campo.

Adam Silver defende mudanças para a construção de elencos e aborda flopping

O comissário da NBA, Adam Silver, participou do The Pat McAfee Show, nos Estados Unidos, e comentou sobre construção de equipes, reforma de lottery e questões de arbitragem. Ele destacou que a liga pode evoluir em diferentes frentes para formar elencos competitivos, não apenas pela lottery. Silver citou exemplos recentes de atletas que chegaram ao estrelato sem serem escolhidos no top 3 do draft.

Ele explicou que, com o tempo, o escopo de scouting se ampliou, migrando para o exterior e mantendo rosters mais profundos. O comissário enfatizou que a liga hoje tem cerca de 30% de jogadores vindos de fora dos EUA, o que amplia a base de talentos disponíveis e reforça a importância de uma avaliação mais ampla no processo de montagem de equipes. Entre os exemplos usados, mencionou Jalen Brunson, da Knicks, como uma seleção de segunda rodada, além de Victor Wembanyama (França) e Shai Gilgeous-Alexander (Canada), vindos de fora do país.

Mercado de talentos e sistema de loteria

No debate sobre o novo sistema de lottery, as equipes com as três piors campanhas teriam reduzidas as chances de ficarem com a primeira escolha, de 14% para 5,4%. Os times entre a quarta e a 10ª pioros teriam 8,1% de probabilidade. Silver afirmou que a medida pune o desempenho ruim de forma justa, comparando com estruturas de ligas europeias onde rebaixamentos existem. Mesmo assim, o pior time ainda recebe parte das receitas de TV e merchandising.

Segundo o comissário, a ideia não é punir de forma desmedida, mas incentivar a competição. Ele destacou que o sistema não implica exclusão econômica completa, mantendo a participação financeira dos clubes. A diferença, segundo Silver, é que o formato pode favorecer a longevidade competitiva sem depender exclusivamente de lottery.

Flopping, arbitragem e inovações

Silva também tratou de flopping e de como a arbitragem lida com a prática. Embora reconheça que alguns jogadores simulam contato, ele diferencia exagero de tentativa de enganar os árbitros. O dirigente afirmou que a liga trabalha para melhorar a arbitragem, sem encarar o tema como prioridade absoluta, e elogiou o desempenho atual dos árbitros.

Sobre o futuro das chamadas fora de quadra, Silver citou a possibilidade de incorporar um sistema semelhante ao Hawk-Eye do tênis, permitindo decisões objetivas por meio de câmeras e IA. A ideia é tornar lances de bola fora mais rápidos e precisos, com menos dependência da avaliação humana.

Tyrese Haliburton, armador dos Pacers, participou do programa após Silver. Ele explicou que a prática de angariar faltas com contato é ensinada no desenvolvimento dos jogadores e que, no cenário internacional, a arbitragem da FIBA costuma punir mais severamente a simulação. Haliburton elogiou a qualidade dos árbitros internacionais, destacando a diferença de abordagem.

A respeito das finais da NBA de 2026, a organização ainda não divulgou a lista de árbitros, que será definida após a série entre Spurs e Thunder. Silver afirmou que o forte apoio da liga ao trabalho da arbitragem será mantido, com a dupla visão de preparar o que pode se tornar uma nova era na construção de equipes.

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