- A NBA planeja lançar um sistema automatizado para certas decisões de arbitragem, incluindo os lances de bola fora, usando IA e câmeras ao redor da quadra para determinar a posse.
- O comissário Adam Silver comparou a abordagem ao Hawk-Eye, tecnologia de rastreamento usada no tênis.
- A ideia ganhou destaque após uma decisão controversa no Game Cinco das finais da conferência oeste entre Oklahoma City Thunder e San Antonio Spurs.
- A liga já havia fechado parceria com a Hawk-Eye Innovations (Sony) em dois mil e vinte e três para rastreamento em três dimensões com baixa latência; o objetivo é aplicar esse tipo de recurso a chamadas de bola fora e, no futuro, a outras situações.
- Os árbitros continuariam responsáveis por faltas e julgamentos de contato; o sistema automatizado reduziria paradas do jogo nessas decisões e permitiria continuidade imediata.
A NBA planeja ampliar o uso de tecnologia para decisões de arbitragem. O comissário Adam Silver anunciou que o sistema automático poderá julgar determinadas chamadas, incluindo bolas e linhas laterais, com o auxílio de IA e câmeras ao redor da quadra. A ideia é acelerar e padronizar decisões objetivas, como a posse da bola.
A proposta foi apresentada após uma jogada polêmica no Jogo 5 das finais da Conferência Oeste, entre Thunder e Spurs. Victor Wembanyama, do San Antonio, teve uma bola considerada fora, em uma jogada perto do fim do terceiro período. A revisão mostrou que o toque inicial partiu do pé de Chet Holmgren, do Thunder, mas a decisão permaneceu após conferência entre os árbitros.
Silver afirmou que a NBA pretende remover, no futuro, esse tipo de chamada objetiva da atuação dos árbitros em quadra. O objetivo é ter proteção automática de posse, decidida instantaneamente, independentemente de chal necessitar de revisão pelo desafio.
Parceria com Hawk-Eye e tecnologia de ponta
A liga já trabalha em parceria com a Hawk-Eye Innovations, da Sony, iniciada em 2023. O acordo visa implantar tecnologia de rastreamento óptico em três dimensões, com baixa latência, para acompanhar a movimentação da bola e dos jogadores.
A NBA indicou que fora do-o-bounding e o goaltending aparecem entre os cenários futuros para arbitragem automatizada. Silver citou as chamadas de fora de jogo durante entrevista à ESPN para ilustrar o avanço tecnológico.
Contexto operacional e impactos
O sistema automatizado seria alimentado por câmeras distribuídas pela arena, conectadas a uma central de revisão. A NBA mantém um Centro de Replay em Secaucus, New Jersey, com inúmeras telas e pontos de verificação para revisões.
Atualmente, o Coach’s Challenge é o principal mecanismo de revisão de chamadas de bola independente. A regra foi ampliada para a temporada 2024–25, permitindo maior checagem de faltas em jogadas de fora de jogo. O objetivo é reduzir interrupções.
Observações sobre a aplicação
Silver afirmou que os árbitros seguiriam responsáveis por lances que envolvem julgamento, principalmente faltas e contatos que possam influenciar a jogada. Segundo o comissário, o contato é comum, mas nem sempre resulta em falta.
O funcionamento do sistema seria, segundo ele, instantâneo e automático, possibilitando a continuidade do jogo sem pausas para esse tipo de decisão. A NBA já utiliza a revisão de jogadas de forma centralizada para apoiar oficiais.
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