- UFC Freedom 250 acontece no gramado sul da Casa Branca neste domingo, com 14 lutadores disputando no jardim da residência presidencial.
- O evento marca uma parceria entre o presidente Donald Trump e o presidente do UFC, Dana White, celebrando o 250º aniversário dos EUA.
- O combate principal será a luta entre Ilia Topuria e Justin Gaethje pelo título de peso-leve, com a participação de Alex Pereira enfrentando Ciryl Gane em duelo pelo cinturão interino dos pesados.
- O UFC diz investir cerca de US$ 60 milhões na organização do show, incluindo restauração da grama, e não espera lucro com o evento.
- A transmissão ficará exclusiva pelo Paramount+ nos EUA e no Brasil, com público na arena para autoridades e convidados; segurança pública federal deve custar entre US$ 10 milhões e US$ 12 milhões.
O UFC realizará um evento inédito no gramado sul da Casa Branca, com lutas de artes marciais mistas no jardim da residência presidencial. O encontro ocorre em meio a controvérsias e a uma estratégia política associada ao presidente dos EUA, Donald Trump. O UFC Freedom 250 envolve 14 lutadores em um card que mescla esporte e cenário institucional.
A luta principal reúne Alex Pereira, brasileiro conhecido como Poatan, e Ciryl Gane, pela disputa do cinturão interino dos pesados. O palco é montado em uma arena de aço com 28 metros de altura, pronta para abrigar cerca de 4 mil espectadores, enquanto outras 85 mil pessoas assistirão em telões no Ellipse, parque próximo.
O evento foi batizado de UFC Freedom 250 para celebrar o 250º aniversário do país. Segundo a organização, o objetivo é promover o espírito do MMA junto a uma base de eleitores jovem e masculino, grupo que tem acompanhado de perto o UFC nos últimos anos.
Contexto e organização
A realização é fruto de uma parceria de longa data entre Trump e o presidente do UFC, Dana White, que comprou a organização em 2001, quando o esportivo ainda enfrentava fortes resistências políticas. O apoio de Trump é apontado como fundamental para consolidar a prática no espaço político.
A Casa Branca autorizou a montagem no gramado sul, que alterou a paisagem do local. A estrutura está avaliada como parte de um projeto de alto investimento, com custos estimados em 60 milhões de dólares para a realização.
Custos, segurança e transmissão
A produção envolve uma restauração de gramado estimada em 700 mil dólares. A fiscalização de segurança e o fechamento de vias devem consumir entre 10 e 12 milhões de dólares em recursos federais.
O evento será transmitido exclusivamente pelo Paramount+ nos EUA, com transmissão no Brasil também pelo serviço pay-per-view a partir das 21h, em horário de Brasília. A organização afirma que não espera obter lucro com a celebração.
Controvérsias e ações judiciais
Críticos questionaram a escolha de realizar o UFC na Casa Branca, especialmente pela proximidade com datas associadas ao aniversário de Trump. Um grupo de opositores chegou a ingressar com uma ação judicial contestando o uso de espaços nacionais.
A Justiça informou que a decisão de seguir com o evento permanece, após avaliação de risco e de custos de segurança. A Secretaria de Segurança Interna não confirmou interferência direta nos planos de organização do UFC.
Convidados e público
Entre os presentes esperados estão autoridades governamentais, militares e convidados especiais. O público inscrito que ficará na área de fãs ocupará o Ellipse, próximo à Casa Branca, enquanto a arena no jardim recebe autoridades e lutadores. O formato busca ampliar o alcance do MMA entre diferentes setores da sociedade.
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