- Em 17 de junho de 1986, o Portland Trail Blazers escolheu Arvydas Sabonis e, mais tarde, Dražen Petrović, iniciando a era internacional na NBA.
- Naquela época, as equipes não tinham scouts internacionais formais e dependiam de relatos de segunda mão e fitas VHS para avaliar players estrangeiros.
- Havia barreiras como o amadorismo da Fiba e restrições de regimes comunistas, que dificultavam a saída de jogadores europeus para a NBA.
- Em dois mil e um, a NBA abriu portas para profissionais disputarem competições internacionais, estimulando a presença europeia na liga e abrindo caminho para o Dream Team em 1992.
- Hoje, a presença internacional é evidente: dezenas de jogadores de vários países integram a NBA, com um contingente expressivo e avanços em scouting global.
O draft de 1986 mudou o rumo do basquete mundial. O Portland Trail Blazers escolheu Arvydas Sabonis, da União Soviética, na última escolha da 1ª rodada. A reação foi de ceticismo e risos risíveis na época. Sabonis tinha 7 ft 3 in e talento célebre na Europa.
Pouco depois, Portland selecionou Dražen Petrović, da Iugoslávia, na segunda rodada. A dupla abriu caminho para a era internacional na NBA, ainda que enfrentasse dúvidas sobre adaptação e competitividade.
Antes de 1986, apostas internacionais eram raras. Não havia scouts dedicados e as informações vinham de VHS e relatos de segunda mão. A liga vivia um período em que europeus não eram alvo principal de busca.
Bucky Buckwalter, vice-presidente de operações de basquete dos Blazers, acompanhava Sabonis desde o campus e via potencial no centro. O contato começou após uma turnê de exibição de 1982 entre EUA e a União Soviética.
O desempenho de Sabonis e Petrović em torneios internacionais alimentou expectativas. Sabonis mostrou jogo versátil, enquanto Petrović brilhou como goleador prolífico na liga jugoslava e na Eurocopa.
Havia entraves legais e políticos. A Fiba mantinha o amadorismo, limitando profissionais em competições internacionais. A União Soviética não permitia a saída de atletas para jogar no exterior.
Além disso, minoritariamente, os executivos temiam a adaptação cultural e física. O receio era de que o talento europeu não compensasse o custo de risco para os clubes.
Os Blazers tentaram convencer autoridades americanas e soviéticas a liberar Sabonis para o NBA. A negociação envolveu emissários do Congresso e do Departamento de Estado. Não houve acordo.
Em Madrid, Sabonis e Petrović tiveram contato direto com interesse de Portland. Os dois atletas chegaram a ser observados de perto por Buckwalter, que buscava entender a viabilidade de contratações.
Concomitantemente, a mudança internacional ocorreu mais tarde. Em 1989, a Fiba autorizou jogadores profissionais a competir internacionalmente, abrindo portas para a chamada Era dos Europeus.
Petrović aproveitou a mudança e assinou com a NBA na temporada 1989-90, seguido por outros europeus. A carreira dele ganhou destaque após ser trocado para o Nets em 1991.
Sabonis, após enfrentar lesões, reuniu-se ao NBA apenas em 1995, atuando pelo Portland com desempenho que ainda remete a números de astro quando em plenitude.
O apogeu da internacionalização ocorreu com aege final dos anos 80 e início dos 90, fortalecendo a presença europeia na NBA e inaugurando uma nova geração de astros no circuito.
Hoje, dados mostram que mais de 25% dos jogadores da NBA são internacionais, com atletas de 43 países. O impacto da draft de 1986 é visto como marco central.
A história dos Sabonis e Petrović é lembrada como parte da transformação global do basquete. Eles inauguraram uma era de alto nível competitivo que moldou a liga moderna. A NBA se tornou realmente global.
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