A escolha do técnico para iniciar a temporada em clubes de futebol brasileiro envolve mais do que apenas um nome; é um processo que abrange a pré-temporada, a montagem do elenco e a definição da filosofia de jogo. Um levantamento do GLOBO revela que, nos últimos cinco anos, o perfil dos treinadores que iniciaram as […]
A escolha do técnico para iniciar a temporada em clubes de futebol brasileiro envolve mais do que apenas um nome; é um processo que abrange a pré-temporada, a montagem do elenco e a definição da filosofia de jogo. Um levantamento do GLOBO revela que, nos últimos cinco anos, o perfil dos treinadores que iniciaram as temporadas na Série A mudou significativamente, com uma diminuição na idade média, nacionalidades e experiência. Em 2025, a idade média dos técnicos caiu de 52 para 49 anos, com uma predominância de profissionais com menos de 40 anos.
O exemplo de Filipe Luís, do Flamengo, ilustra essa tendência, já que ele é o mais jovem da Série A, com 39 anos. O levantamento também mostra que a média de trabalhos anteriores dos treinadores caiu de 13 para 11. Nove dos dezenove técnicos têm menos de dez experiências anteriores, incluindo nomes de destaque como Abel Ferreira e Rogério Ceni. Apesar da diminuição na quantidade de títulos conquistados antes de assumir, a média de conquistas permanece em cinco no total e três no Brasil.
A presença de treinadores estrangeiros aumentou, passando de quatro em 2020 para sete em 2025. Entre os que iniciaram a temporada em 2020, apenas quatro retornam à elite: Eduardo Barroca, Rogério Ceni, Fernando Diniz e Roger Machado. Na Série B, o cenário é diferente, com uma média de idade de 46 anos e uma busca por técnicos mais experientes, como Aderbal Lana, de 78 anos, e William Batista, de 31 anos, que representa a nova geração.
No geral, o perfil médio dos treinadores no Brasil é de 48 anos, com três títulos conquistados, sendo pelo menos dois no Brasil, e uma média de 12 trabalhos realizados. Essa mudança reflete uma adaptação das equipes às novas dinâmicas do futebol, buscando inovação e renovação em suas comissões técnicas.
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