A violência contra a mulher no futebol brasileiro ganhou destaque em 2024, especialmente após casos como o de Robinho, preso por estupro coletivo na Itália, e Daniel Alves, condenado por violência sexual na Espanha. A situação gerou questionamentos sobre as ações dos clubes para combater essa problemática. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e as […]
A violência contra a mulher no futebol brasileiro ganhou destaque em 2024, especialmente após casos como o de Robinho, preso por estupro coletivo na Itália, e Daniel Alves, condenado por violência sexual na Espanha. A situação gerou questionamentos sobre as ações dos clubes para combater essa problemática. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e as 25 equipes da primeira divisão foram consultadas sobre suas medidas de prevenção e punição. Apenas doze clubes responderam, enquanto treze não se manifestaram ou optaram por não participar.
Entre os clubes que se pronunciaram, o Bahia destacou seu trabalho na formação de jovens atletas e conscientização. O Santos enfrentou críticas após a contratação de Kleiton Lima, mesmo após denúncias de assédio. O Athletico contratou Cuca, condenado por abuso sexual, e enfrentou controvérsias. Apesar de algumas iniciativas, como palestras e protocolos, a maioria das ações se concentra nas categorias de base, com pouca atenção ao futebol masculino profissional.
Um levantamento revelou que 52,1% das jogadoras do Brasileirão Feminino já sofreram assédio. Os clubes mencionaram medidas como canais de denúncia e comitês de ética, mas apenas quatro têm programas específicos para tratar do assunto. A maioria das denúncias não resulta em punições efetivas, e a impunidade é um fator que desestimula novas queixas. A CBF também iniciou um programa de enfrentamento ao assédio, visando melhorar a situação no futebol.
Os clubes afirmam considerar o histórico de atletas e funcionários antes da contratação, mas a prática mostra que casos de violência e assédio ainda não resultam em rescisões contratuais consistentes. A CBF, por sua vez, está implementando um Código de Ética e promovendo treinamentos sobre assédio. A luta contra a violência no futebol continua, mas a efetividade das ações ainda é questionada.
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